São Paulo - Punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com dois jogos de suspensão em virtude de sua expulsão no jogo contra o Atlético-MG, o técnico Luiz Felipe Scolari não recorrerá da pena. O treinador palmeirense também elogiou o comportamento do STJD.
  ‘‘Acompanhei cinco processos na sede do STJD, no Rio de Janeiro, e fiquei satisfeito com a forma como se realizam os julgamentos. Todas as provas são analisadas de maneira correta e isenta’’, declarou Scolari, que não poderá ficar no banco de reservas contra o Corinthians e Botafogo.
  ‘‘A punição foi adequada e dentro daquilo que achamos justo. Até por isso, não vamos recorrer. Não era um caso fácil, até pelo fato do Felipão ser reincidente’’, acrescentou o advogado do Palmeiras, André Sica.
  Scolari foi julgado em três artigos: 243-D (incitar publicamente o ódio ou a violência), 243-F (ofender alguém em sua honra por fato relacionado ao desporto) e 258 (assumir conduta contrária à disciplina), mas foi absolvido nos dois primeiros, e punido no terceiro com a suspensão em duas partidas.
  Ele foi julgado porque o árbitro Sandro Meira Ricci acusou o técnico de ter incitado a violência e xingado o auxiliar Roberto Braatz com a expressão: ‘‘Além de ser gaúcho, você é safado’’.
  Scolari também foi acusado de incitar a violência ao reclamar que o árbitro não marcava faltas, mandando seus jogadores ‘‘pegar’’ mais forte. Assim, o treinador corria o risco de ser suspenso por até 720 dias, pegar até 12 partidas de ganho e ser multado em até R$ 200 mil.

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