São Paulo - Como jogador, Antônio Carlos Zago teve uma carreira que a maioria pode apenas sonhar. Vestiu a camisa dos quatro grandes clubes de São Paulo e foi campeão em todos. Ganhou títulos na Itália, Turquia e atuou pela seleção brasileira. Mas para o agora treinador não é o bastante. Ele quer mais. E isso significa se transformar em nome de ponta entre os técnicos do Brasil.
''Dentro de campo fiz muitas coisas boas e construí uma história, mas isso é passado. Agora tenho outro objetivo, que é me destacar como treinador'', avisou Antônio Carlos. E o começo dele é realmente promissor. Em nove meses de carreira, já está no comando do poderoso Palmeiras - antes, passou apenas pelo São Caetano.
Com muita personalidade, ele define seu estilo como uma mistura de todos os treinadores com quem trabalhou ao longo da vitoriosa carreira de jogador, como os italianos Fabio Capello e Luciano Spalletti, o checo Zdenek Zeman e os brasileiros Telê Santana e Vanderlei Luxemburgo.
Diferentemente de seu antecessor no Palmeiras, Muricy Ramalho, ele não é avesso a conversas com o elenco. Mas, no final, o que vale é a sua palavra. ''Gosto de ouvir o que os atletas têm a dizer, porque durante os jogos são eles que vão decidir. Sei que não adianta ficar gritando do banco de reservas'', explica Antônio Carlos.

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