O estado de São Paulo concentra três potências do handebol nacional: Pinheiros, São Caetano e Metodista. Porém, o nome mais evidente nos últimos anos vem do Paraná. Com 11 anos de vida, o Unopar/FEL/Sercomtel, que figurou nas seis últimas finais da Liga Nacional de Handebol contra os paulistas vencendo duas vezes, bateu o recorde de conquistas nesta temporada: das seis finais que disputou faturou cinco.
Mas depois das férias, os capitaneados por Giancarlos Ramirez terão uma temporada de trabalho em 2010. Logo no início do primeiro semestre tem o Mundial de Clubes, que será disputado no Egito, no mês de maio. A competição é prioridade ao lado da Liga Nacional, que teve o calendário adaptado à temporada europeia. Mais longa com relação aos anos anteriores, o torneio vai se extender de maio a novembro, com sete meses de duração.
''O objetivo da Confederação é ajustar o calendário da Liga para liberar os jogadores para a seleção brasileira. Isso visa favorecer o cenário para que a seleção possa disputar campeonatos em janeiro, já treinando para as Olimpíadas de 2016'', explica Ramirez, lembrando que a Liga vai ganhar mais dois times ainda indefinidos.
A outra tarefa é consolidar a categoria de base com resultados previstos para longo prazo, mais precisamente até 2012. A ideia de Ramirez é a de formar na próxima temporada um elenco júnior (estágio entre o adulto e o juvenil), atualmente vago. Ele afirma que já utiliza quatro jogadores do juvenil no adulto, mas o ideal é dispor desta categoria que ofereceria atletas mais prontos.
''Esse é o ano em que pretendo fechar o sonho de construir uma base. Para 2011, quero ter um time adulto com 20 atletas e um júnior com 18. Como já tenho o juvenil, o próximo passo é fechar esta lacuna'', explicou. Outra intenção do técnico é ampliar os focos de formação de jogadores concentrados no Colégio Marcelino Champagnat, no Colégio Londrinense e no Colégio Olympia Tormenta.
Para viabilizar o plano, Ramirez conta com 10 atletas que estudam educação física com perfil para tocar o projeto em escolas que estarão envolvidas neste trabalho no ano que vem. ''Pelo menos mais um colégio particular deve receber os treinos de handebol, fato que ajudaria a criar um cenário mais competitivo'', aposta.
Diferente dos clubes da capital paulista que buscam jogadores por meio de peneiradas e contratações, a Unopar privilegia atletas formados nos próprios projetos. ''Muitos jovens sonham em jogar no nosso time. Eles ligam e mandam e-mail perguntando sobre peneiradas. Mas quem faz isso é o Pinheiros e o Metodista, porque temos uma política de seleção interna'', compara, citando que os salários dos jogadores variam entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil.

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