São Paulo - O Sindicato de Atletas Profissionais de São Paulo notificou o São Paulo na tarde de ontem pela tentativa de agressão de torcedores aos jogadores no sábado, após a derrota por 3 a 0 para o Goiás, pelo Campeonato Brasileiro. Os torcedores xingaram os atletas e chutaram os carros dos jogadores, entre eles os meias Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos, na saída do portão principal do Morumbi.
Como representante dos atletas, o sindicato cobra o aumento do efetivo da segurança privada em todas as atividades em que os atletas estejam presentes, como treinos e jogos, além do traslado para hotéis e aeroportos, por exemplo.
"Garantir a segurança do trabalho é obrigação do empregador", diz nota da entidade para justificar o envio do ofício. O sindicato também solicita à Secretaria de Segurança Pública a permanência de policiais militares nas dependências do clube nos próximos 30 dias.
Durante a derrota do São Paulo, dentro do estádio, parte da torcida criticou a equipe que perdeu a invencibilidade no Morumbi depois de nove jogos. Os principais alvos foram Ganso e Rafael Toloi. Mas a revolta não se resumiu aos cânticos durante o jogo, o que levou o sindicato a pedir proteção aos atletas.

DEFESA

Mesmo com a derrota, o zagueiro Luiz Eduardo defende o rodízio de atletas que vem sendo implantado pelo técnico Juan Carlos Osorio. Antes da partida, o treinador fez oito mudanças na equipe, duas delas por questões médicas, em relação ao time que havia vencido o Figueirense.
"Ele (Osorio) passa uma segurança grande para todo o grupo. O jogador tem de estar preparado para qualquer situação. Ele estudou e sabe o que está fazendo. Nós estamos assimilando bem. Com o tempo, vamos nos firmar independentemente de quem venha a jogar", afirmou o zagueiro. "O pouco tempo de trabalho entre um jogo e outro pode não ter sido suficiente para tudo acontecer bem. Tudo o que é novo precisa de um tempo de adaptação", completou.

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