São Paulo - A ressaca foi tão ruim para o São Paulo quanto a derrota na noite anterior para o São Raimundo, por 2 a 0, pela Copa do Brasil. A delegação que chegou de Manaus na manhã de ontem era a imagem do desânimo. O ambiente que prometia ser de tranquilidade após a vitória sobre o Santos, voltou à instabilidade após o vexame no Vivaldão, onde a equipe ouviu ''olé'' da torcida adversária.
O presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, estava descontente. Não é segredo no clube de que o principal objetivo para 2003 é a classificação para a Taça Libertadores. ''Em relação à partida, o desempenho foi péssimo'', afirmou o dirigente. ''Se levarmos em consideração que 50% da torcida era a favor do São Paulo e a fragilidade do adversário, foi decepcionante. O time estava irreconhecível se comparado ao que venceu o Santos.''
Gouvêa, no entanto, não quis falar sobre o futuro do técnico Oswaldo de Oliveira caso o São Paulo seja eliminado na primeira rodada da Copa do Brasil o time terá de vencer por diferença de três gols no jogo de volta para se classificar.
Oliveira estava aborrecido. ''Achei que depois da vitória sobre o Santos o time apresentaria maior estabilidade.'' O treinador ressaltou a alta incidência de passes errados e sua tentativa de alteração tática mal-sucedida. ''Tentei mudar a forma de o time jogar colocando o Adriano e o Itamar em campo, mas com a expulsão de Itamar nos primeiros minutos, o grupo ficou abatido numérica e psicologicamente.''