Após medalhas no Pan, GR de Londrina mira o Mundial
Equipe juvenil da Unopar, que representa o Brasil, se prepara para disputa na Rússia em julho
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Equipe juvenil da Unopar, que representa o Brasil, se prepara para disputa na Rússia em julho
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha 

Embalada pelos ótimos resultados no Pan-Americano, a equipe juvenil de GR (ginástica rítmica) da Unopar/Londrina se prepara para a disputa da primeira edição do Campeonato Mundial da categoria, entre os dias 19 e 21 de julho, em Moscou, na Rússia.
As meninas londrinenses foram escolhidas para representar o Brasil nas duas competições internacionais após uma seletiva realizada pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), em fevereiro. No Pan do México, a equipe de Londrina voltou com três medalhas: ouro na fita e prata no arco e no geral.
“As meninas competiram muito bem, entraram focadas e seguras, e a nossa coreografia foi muito elogiada. Ficamos muito próximas do México, que terminou em primeiro”, frisou a técnica, Juliana Coradine. “A meninas evoluíram do primeiro para o segundo dia e foi um bom treino para o Mundial.”
Diante das dificuldades muito maiores que se apresentam em um Campeonato Mundial, a equipe tem intensificado os treinamentos. Porém, a confiança é grande entre as atletas Gabriella Castilho, Rafaela Elias, Flávia Izidoro, Júlia Kurunczi, Emilly Almeida e Mel Gomes.
“Chegar ao pódio é difícil, mas chegar à final já seria muito legal. Temos condições de demonstrar a nossa série e as melhoras que tivemos em relação ao Pan”, afirmou Gabriella Castilho, 14 anos. “A nossa expectativa é alta, estamos treinando bem e vamos chegar mais experientes. E vamos entrar para a história por estarmos no primeiro Mundial da categoria”, ressaltou Mel Gomes.
A Rússia é um dos berços da GR e por isso foi escolhida para sediar o primeiro Mundial juvenil. No total, 33 conjuntos de 33 países vão se apresentar. Os oito melhores disputam a final. Além da anfitriã, as meninas de Londrina vão enfrentar outras potências do esporte, como Bulgária, Bielorrússia e Itália.
“Apesar de ser o nosso primeiro Mundial, estamos tranquilas. Estamos tendo um tempo a mais para melhorar em algumas coisas e chegarmos melhor. Um bom resultado será consequência do nosso trabalho”, apontou Flávia Izidoro.
A técnica Juliana Coradine comemora o Mundial como uma forma de dar experiência às novas atletas, além da troca de experiências com grandes escolas da GR. “Elas terão a chance de conhecer o mundo da ginástica e saber que as grandes ginastas treinam como elas e abdicam das mesmas coisas para chegar ao topo”, ressaltou.
Apesar de representar o Brasil, a equipe londrinense não teve recursos financeiros da CBG e contou com o apoio da universidade, da Federação Paranaense de Ginástica, da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) e de empresas públicas e privadas para cobrir os custos da participação no Mundial.


