Após lesões, Paula Pequeno e Jaqueline se destacam
São Paulo - Elas despontaram e se firmaram juntas. Encantaram a todos com beleza e talento. Tiveram a carreira interrompida da mesma forma. E estavam lado a lado na hora da redenção. O pentacampeonato do Grand Prix teve significado especial para duas brasileiras.
Paula Pequeno, 23 anos, chegou ontem ao auge de sua breve carreira. Aos prantos, recebeu o troféu de melhor atacante do GP e coroou sua recuperação. ''Foi uma surpresa, quase morri do coração. Sem demagogia, só queria ser campeã.''
A ponta, que surgiu no Mundial juvenil de 2001, se firmara nos últimos anos como uma das melhores atacantes do país. Mas não foi a Atenas. Uma lesão no joelho a tirou da quadra às vésperas dos Jogos.
Como ela, Jaqueline, 21, também não esteve na Olimpíada. A oposto, que foi a melhor atacante do GP durante quase toda a primeira fase, encarava a segunda recuperação.
Melhor atacante do Mundial juvenil-2001, ela chegou ao time adulto com apenas 17 anos. E, logo no ano ano seguinte, teve a primeira grande decepção: um problema na mão a tirou do Mundial de 2002.
No fim do mesmo ano, a atacante rompeu os ligamentos do joelho e, quando voltava à velha forma, sofreu nova lesão no mesmo local, em 2003.
''Não esperava estar assim agora. Eu precisei reaprender a andar, como uma criança. Só peguei confiança mesmo nas finais da Superliga foi vice pelo Rio de Janeiro. Passei pela pior fase da minha vida. Tudo isso tem sido um presente'', afirmou ela, que na seleção só lamenta a distância do noivo, Murilo, da nova geração masculina. (Folhapress)





