Após humilhação, Palmeiras evita torcida
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sexta-feira, 06 de maio de 2011
Daniel Batista <br> Agência Estado 
São Paulo - O dia seguinte à vexatória derrota por 6 a 0 para o Coritiba foi marcado pela fuga do elenco do Palmeiras. Com medo de encarar a torcida, os jogadores evitaram o encontro antecipando o retorno para São Paulo e os próximos dias serão de decisões importantes para a equipe, sob o ponto de vista estrutural. O presidente do clube, Arnaldo Tirone; o vice de futebol, Roberto Frizzo; e o técnico Luiz Felipe Scolari vão se reunir entre este sábado e segunda-feira para discutir o futuro de alguns atletas.
A possibilidade de Felipão ser demitido é zero. Além da diretoria entender que o treinador não teve culpa pelo fracasso de Curitiba, sua multa rescisória é elevada - cerca de R$ 7 milhões. E para evitar confusão ainda maior, dificilmente qualquer decisão será divulgada antes do jogo da volta contra o Coritiba, marcado para a próxima quarta, no Pacaembu. A ideia é tentar detectar quais são os ''problemas'' do time e tentar solucioná-los. Um deles é de um atleta que teria pedido para Felipão, na frente de outros jogadores do elenco, a saída de um companheiro do time titular e criou constrangimento.
''Vamos conversar para saber o que aconteceu. Perder para o Coritiba é até normal, pela fase que eles vivem. O problema é a forma que perdeu. Foi vergonhoso'', disse Tirone, que passou o dia mais preocupado em conversar a respeito da Arena Palestra Itália. Já Felipão, após a partida, admitiu que a atuação marcou negativamente a sua carreira. ''Sem dúvida foi o pior jogo que fiz pelo Palmeiras, com sobras''.
Se não acontecer uma reviravolta histórica e realmente o Palmeiras for eliminado na próxima quarta, alguns jogadores devem ser liberados para procurar clubes, já que o Palmeiras só vai voltar a jogar no próximo dia 22 contra o Botafogo, na estreia do Campeonato Brasileiro.
Ontem, por medidas de segurança, foi evitado o encontro dos jogadores com a torcida. A programação inicial era de que o time desembarcasse no Aeroporto de Congonhas às 9h27. Mas algumas horas depois do jogo, resolveram que a delegação voltaria de ônibus, que saiu de Curitiba à 1h45 e chegou em São Paulo às 7 horas da manhã.
Quando chegou em São Paulo, os jogadores tiveram uma surpresa. Além de verem pichações nas paredes do Palestra Itália, pedindo a contratação de reforços, a saída de alguns atletas e xingando todo o elenco, o atacante Luan encontrou o seu carro com o vidro quebrado na chegada à Academia de Futebol (o CT palmeirense), na Barra Funda (zona oeste da capital paulista).
Segundo os seguranças do clube, uma garrafa com coquetel molotov, espécie de arma incendiaria, foi atirada de fora do CT e atingiu em cheio o carro do jogador. Um pequeno grupo de torcedores se concentrou na porta do local e gritou pedindo a saída de alguns atletas, mas não criou mais nenhum tumulto. Luan pensa em fazer um boletim de ocorrência.


