Ao garantir a classificação para as quartas-de-final da Série C do Campeonato Brasileiro, depois de mais um jogo cheio de confusões, o Iraty agora espera dias e jogos mais tranquilos daqui para frente.
''Desse jeito não há quem aguente. Todo jogo é uma guerra'', desabafou o técnico Gilberto Pereira.
Beneficiado pelo regulamento, o Azulão perdeu por 2 a 1 para o Atlético, em Ibirama (SC), sábado, e ficou com a vaga por ter marcado gol na casa do adversário depois de ter vencido o primeiro jogo, em Irati, por 1 a 0. Inconformados com o resultado, torcedores e membros da equipe catarinense partiram para a briga.
A confusão começou nos minutos finais do jogo, quando ainda estava empatado. Uma garrafa foi lançada ao gramado e atingiu Pereira. A partida foi paralisada, o que irritou o técnico adversário, Mauro Ovelha.
De acordo com Pereira, após o apito final houve um bate-boca entre os dois técnicos e parte da torcida invadiu o gramado, saindo muitos socos e pontapés. Todos foram parar na delegacia. No segundo jogo contra o Novo Hamburgo, pela fase anterior, já havia acontecido fato semelhante.
Confusões à parte, o time curte a boa fase e já sonha em ser o representante paranense na Série B do ano que vem, posto ocupado até o atual campeonato pelo Londrina.
Mesmo estando próximo de uma das duas vagas, Pereira prefere se concentrar no próximo adversário, o União Barbarense-SP, que eliminou, entre outros, o poderoso Atlético, de Sorocaba (SP). ''Não sei o que vai ser amanhã. Por isso, quero pensar no próximo jogo. O União é favorito, mas os garotos (do Iraty) estão acreditando mais e viram que não tem nenhum bicho papão'', afirmou o treinador.
A boa campanha surpreendeu até mesmo ao técnico. Com uma equipe de garotos 18 juniores foram promovidos para a Série C ele não esperava chegar tão longe. ''Sabia que era difícil, mas também sabia que eles tinham qualidade. Tinha a curiosidade de saber como reagiriam e foram bem'', comentou o treinador, que há três anos trabalha com os garotos do Iraty.
Pereira, que vem da escola de formação de jogadores do Matsubara e também dá seus primeiros passos como técnico do profissional, dá a receita do sucesso. ''Humildade e aplicação tática. Temos o apoio da diretoria e a confiança da torcida. O jogador criado no clube tem mais prazer em jogar.''

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