Após golaço, Ricardo sonha com artilharia
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O atacante Ricardo está há quase dois anos no Londrina. Muita gente nem sabia. Tímido, nunca fez questão de aparecer. Nunca conseguiu uma chance e a confiança de um treinador para se firmar no time. Mas 2009 está sendo diferente para o garoto de 21 anos, que nasceu em São Paulo e foi criado em São José do Rio Preto (SP). Começou o Paranaense como titular e com seus gols foi se apresentando aos torcedores que ainda não o conheciam. Com um golaço contra o Paraná Clube, no domingo, o Brasil o conheceu.
Ontem, as tevês repetiram exaustivamente o lance plástico do atacante. O Londrina perdia por 1 a 0, na Vila Capanema, e o jogo já se encaminhava para a metade final do segundo tempo. Foi quando ele pegou a bola, limpou o primeiro marcador, com um drible de corpo se livrou de outros três e saiu na cara do goleiro Ney. Aí, foi só dar um tapa por cima, bater no peito e soltar aquela frase que já está virando clichê entre os atacantes ''eu sou f...''.
Ontem, cercado por repórteres, ele tentava explicar a inspiração. ''Na hora, não tem muito o que pensar. É improviso. Foi um gol bonito e tenho que agradecer a Deus'', repetia.
Ricardo sempre foi um aposta nos clubes por onde passou, mas nunca conseguia se firmar como realidade. Começou no América-SP e, em 2006, desembarcou em Rolândia para defender o Nacional. Com 19 anos, já fazia dupla de ataque com o veterano Agnaldo, aquele mesmo ex-Londrina, Corinthians e Fluminense. Veio 2007 e ele ganhou um novo parceiro no ataque do NAC. Outro veterano, Marcão, ex-Atlético e Saturn (Rússia).
Foi então que o técnico Mauro Madureira cruzou o caminho do garoto. Madureira estreou no Londrina em 2007 justamente contra o time de Rolândia. O Tubarão goleou por 6 a 2 e o treinador gostou do atacante. O NAC acabou rebaixado e Ricardo trocou Rolândia por Londrina, para disputar a Copa Paraná - os dois clubes são donos de metade dos direitos do jogador.
Madureira foi embora e o atacante ficou, mas não teve sorte. Uma lesão no púbis o tirou dos gramados por mais de seis meses. Veio Jorge Saran e o Paranaense de 2008. Ricardo foi inventado como meia. Não deu certo e foi encostado novamente. Foi emprestado para o Itabira, da Série A-3 do Paulista, e depois para o Francisco Beltrão, para a Divisão de Acesso. Ainda disputou a Terceirona pelo Arapongas, antes de entrar no elenco campeão da Copa Paraná.
Agora, não quer que a carruagem vire abóbora e aposta na humildade para manter vivo o sonho da artilharia. ''Espero me firmar, mas isso só vai acontecer se eu continuar fazendo os gols. Claro que penso em artilharia, pois atacante vive de gols''. apontou. ''Mas o jogo do Paraná já passou. Agora, temos que pensar no Foz''.


