Londrina - O atacante Ricardo está há quase dois anos no Londrina. Muita gente nem sabia. Tímido, nunca fez questão de aparecer. Nunca conseguiu uma chance e a confiança de um treinador para se firmar no time. Mas 2009 está sendo diferente para o garoto de 21 anos, que nasceu em São Paulo e foi criado em São José do Rio Preto, no interior paulista. Começou o Paranaense como titular e, com seus gols, foi se apresentando aos torcedores. Com um golaço contra o Paraná Clube, domingo, o Brasil o conheceu.
Ontem, as tevês repetiram exaustivamente o lance plástico do atacante. O Londrina perdia por 1 a 0, na Vila Capanema, e o jogo já se encaminhava para a metade do segundo tempo. Foi quando ele pegou a bola, limpou o primeiro marcador, com um drible de corpo se livrou de outros três e saiu na cara do goleiro Ney. Aí, foi só dar um tapa por cima, bater no peito e soltar aquela frase que já está virando clichê entre os atacantes "eu sou f...".
Ontem, cercado por repórteres, ele tentava explicar a inspiração. "Na hora, não tem muito o que pensar. É improviso. Foi um gol bonito e tenho que agradecer a Deus", repetia. Ricardo sempre foi um aposta nos clubes por onde passou, mas nunca conseguia se firmar como realidade. Começou no América-SP e, em 2006, desembarcou em Rolândia para defender o Nacional.
Foi então que o técnico Mauro Madureira cruzou o caminho do garoto. Madureira estreou no Londrina em 2007 justamente contra o time de Rolândia. O Tubarão goleou por 6 a 2 e o treinador gostou do atacante. O NAC acabou rebaixado e Ricardo trocou Rolândia por Londrina, para disputar a Copa Paraná - os dois clubes são donos de metade dos direitos do jogador.
Agora, não quer que a carruagem vire abóbora e aposta na humildade para manter vivo o sonho da artilharia. "Espero me firmar, mas isso só vai acontecer se eu continuar fazendo os gols. Claro que penso em artilharia, pois atacante vive de gols". apontou. "Mas o jogo do Paraná já passou. Agora, temos que pensar no Foz".

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