Aliviada por ter conseguido manter o time na Primeira Divisão do Campeonato Paranaense, a diretoria da Portuguesa Londrinense tem agora uma nova missão: encontrar uma casa para a equipe. A decisão do presidente Amarildo Vieira Martins de tirar o time da cidade é definitiva. ''Em Londrina a Portuguesa não joga mais. Ela continua na cidade, mas vai jogar em Cambé, Arapongas, Cornélio Procópio...'', garantiu o cartola.
A grande reclamação do polêmico dirigente é a falta de torcedores. Neste Paranaense, a Lusinha fez cinco jogos em casa. Com exceção da estréia contra o Londrina, quando 1,7 mil torcedores pagaram ingresso muito mais para ver o Tubarão do que a Portuguesa, o maior público foi na derrota para o Paranavaí - apenas 99 pagantes. ''A Portuguesa precisa de torcedores, não de simpatizantes'', reclamou Martins.
Essa foi a justificativa também para que o clube abrisse mão de mandar seus dois últimos jogos, contra Coritiba e Paraná Clube, invertendo os mandos e infringindo o Estatuto do Tocedor com o consentimento da Federação Paranaense de Futebol (FPF).
O destino mais provável da Portuguesa já para a Copa Paraná, no segundo semestre, deve ser Cambé. O clube negocia com a prefeitura da cidade vizinha a liberação do uso do Estádio José Gamberlini. ''Cambé faz parte da Região Metropolitana de Londrina e por isso tem a nossa preferência. Se não der, vamos tentar uma das duas outras cidades'', adiantou Martins.
Quanto ao rendimento do time no campeonato, o presidente lusitano disse que não se decepcionou. ''Erramos três pênaltis, tivemos cinco pênaltis contra. Não fomos goleados por ninguém, mas fomos muito prejudicados. Jogamos várias vezes com muitos jogadores debilitados'', disse.
Martins não acredita que tenha sido enganado pela campanha do time na fraca Copa 100 Anos. Para ele, o time era bom, mas um fator determinou a mudança de metas que, inicialmente, era de se classificar. ''A mudança do João Valim (primeiro técnico) para o Claudemir (Sturion) não deu certo. Foi aí que nos complicamos, mas não estou dizendo que o técnico é o culpado é que a mudança não surtiu o efeito esperado'', apontou Martins, que não quis comentar a eliminação precoce do rival Londrina.
Hoje Martins deve divulgar a lista dos jogadores que deixarão o clube. A maioria será emprestada para equipes paulistas e times que disputarão a Segundona do Paranaense. O técnico Knário segue no comando do profissional.
Acusação + Martins fez uma acusação séria contra a direção do Roma. Segundo ele, Knário teria recebido uma ligação de um diretor do time apucaranense, que teria oferecido dinheiro para o clube perder o jogo contra o Rio Branco, o que garantiria a permanência do Roma na elite e rebaixaria a Lusinha. ''Foi um papo longo e todos os jogadores ouviram, mas não vou revelar o nome'', disse Martins.
Vítor Nasser, diretor do Roma, negou as acusações. ''Ninguém fez isso. Ganhamos a Copa 100 Anos no campo e fomos rebaixados no campo também'', descartou.
Nacional - No NAC o clima era de conformismo com o rebaixamento. Sem dinheiro, o clube já previa que dificilmente conseguiria se manter na Primeira Divisão. A direção estuda agora se mantém em atividade o futebol profissional.

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