Após escândalo que afastou presidente, confederação de tae kwon do está parada
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de setembro de 2016
Gonçalo Junior/AE 
A Confederação Brasileira de Tae Kwon Do está praticamente paralisada após o afastamento do presidente Carlos Fernandes no mês de agosto. Ele deixou o cargo após uma ação da Polícia Federal para desarticular uma quadrilha responsável por fraudes em licitações e desvios de recursos públicos do Ministério do Esporte a diversas confederações esportivas. Na mesma operação, o empresário Sérgio Borges, responsável pela empresa SB Marketing, foi preso.
Ambos são suspeitos de formação de quadrilha, peculato, fraude em licitação e falsificação de documentos. O departamento jurídico da confederação não atendeu ao pedido de informações solicitado pela reportagem do Estado.
Investigação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Controladoria Geral da União constatou que a empresa de Borges foi contratada de maneira irregular, por meio de licitações fraudadas, por confederações para administrar 14 convênios com o ministério.
A investigação ainda não especificou a participação de gestores das confederações, mas há sinais de que eles tinham conhecimento do esquema ilegal com emissão de notas frias e superfaturamento.
ANDERSON SILVA - No âmbito olímpico, Fernandes foi um dos maiores entusiastas da ideia alimentada pelo lutador Anderson Silva de disputar os Jogos do Rio no tae kwon do. A entidade tinha direito a quatro vagas na Olimpíada por convite. Anderson provavelmente tiraria a vaga de Maicon.
Alguns atletas reclamaram do suposto favorecimento a alguém que nem sequer era filiado a uma federação e entraria direto na disputa pela vaga olímpica sem percorrer disputas em campeonatos estaduais, regionais e nacionais.
Depois da divulgação inicial, o Spider desistiu e decidiu continuar no MMA durante a suspensão por doping imposta pela Comissão Atlética de Nevada, dos Estados Unidos.
DEFESA - Nas redes sociais, a confederação exibe a conquista de Maicon com destaque, parabenizando o lutador. Logo após a conquista da medalha de Maicon, a confederação se defendeu das reclamações do medalhistas sobre o afastamento de seu treinador, dizendo que foi uma decisão coletiva, pensando no bom ambiente da delegação. Dirigentes afirmaram que não poderiam pensar apenas em um atleta, mas em toda a equipe.


