Após erro, uruguaio defende uso da tecnologia
Zurique - Autor de um erro que entrou para a história do futebol, o ex-árbitro uruguaio Jorge Larrionda defende a adoção imediata de tecnologia no futebol e alerta que, diante da velocidade do futebol, a "habilidade humana" já não é suficiente para apitar.
No jogo que apitava na Copa de 2010, Larrionda não deu um gol legítimo da Inglaterra contra a Alemanha. A bola de Lampard bateu no travessão e entrou. Mas ele não viu. "Foi um momento muito difícil", comentou o árbitro, em relação ao erro. "Foi muito duro o que senti".
Segundo ele, porém, seu erro abriu as portas para a introdução da tecnologia no futebol. "Ficou claro que há casos que estão além do fator humano. A introdução da tecnologia será uma evolução para o árbitro", disse Larrionda.
No Mundial de Clubes no final do ano, no Japão, a Fifa irá inaugurar o uso de um sistema para detectar se a bola cruzou ou não a linha do gol. "A tecnologia é usada hoje para fabricar as bolas, para os campos, para os clubes. Só os árbitros não tinham. Nós temos que proteger o futebol. A credibilidade do futebol pode ser afetada", disse. "O futebol está mais veloz, mais rápido. O fator humano não é mais suficiente (para apitar)", afirmou.
Para ele, a introdução da tecnologia vai tirar a pressão dos árbitros e vê seu erro como um fator que ajudou os cartolas a entenderem o problema. "Árbitros são esportistas e precisam conviver com o erro. Mas o que ocorreu em 2010 foi importante para que o mundo reagisse e reconhecesse que a habilidade humana já não resolve situações", declarou. (J.C./A.E.)





