Kazan - O jogo de duplas virou a jogada que pode significar um xeque-mate do Brasil no confronto com a Rússia pela repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis. O primeiro dia de confronto, ontem, em Kazan, terminou empatado em 1 a 1. Assim, a partida deste sábado, a partir das 7 horas (horário de Brasília), de Bruno Soares e Marcelo Melo contra os russos Igor Kunitsyn e Dmitry Tursunov, será crucial para a equipe brasileira mostrar se tem condições de integrar a elite da competição no próximo ano.
''Virou um ponto chave do confronto. Ainda será difícil vencer os russos se levarmos a vitória na dupla, mas já cria uma circunstância diferente, uma vantagem que fatalmente vai criar algum tipo de pressão na equipe deles'', afirma o capitão da equipe brasileira, João Zwetsch, após o empate no primeiro dia do confronto.
Bruno Soares utiliza a experiência dos últimos confrontos da repescagem para mostrar a importância de vencer nas duplas. Contra o Equador, em 2009, o Brasil foi surpreendido no jogo de sábado e os adversários levaram uma vantagem psicológica para o dia decisivo. ''A vitória nas duplas altera toda a questão de motivação da equipe. É um ponto muito importante e acho que nossa chance de levar esse confronto com os russos passa por derrotá-los no jogo de amanhã (sábado)'', diz o mineiro, 22º colocado do ranking mundial de duplas.
Altos e baixos
O começo do confronto, ontem, foi frustrante para o Brasil. Ricardo Mello, 120º colocado do ranking, não causou praticamente nenhuma dificuldade para o forte russo Mikhail Youzhny, que é número 32 do mundo: 6/0, 6/2 e 6/1, em apenas 1 hora e 21 minutos de partida. ''Ele passou por cima'', admite o tenista brasileiro, depois do massacre em que não conseguiu fornecer alternativas à superioridade do adversário.
Mas Thomaz Bellucci, 38º colocado do ranking, mostrou um apetite incomum e entrou em quadra na sequência disposto a não dar nenhuma chance a Igor Andreev, número 81 do mundo, que foi a surpresa armada pelos russos no primeiro dia do confronto em Kazan. Com a tática certa e sem perder a intensidade, o brasileiro aplicou 6/4, 6/3 e 6/3, em 2 horas e 1 minuto de jogo.
''Joguei o meu melhor tênis'', empolgou-se Bellucci, que enfrentará agora Youzhny no jogo inicial de domingo - Ricardo Mello, por sua vez, pode enfrentar Andreev ou outro integrante da equipe russa. ''Sei que tenho totais condições de conquistar outra vitória no domingo e levar o Brasil à classificação.''

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