O Brasil adotou um tom mais reservado após o empate por 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo. Depois de uma primeira semana de trabalhos com treinos parcialmente abertos à imprensa e entrevistas coletivas frequentes, a seleção não realizou nenhuma coletiva nesta segunda-feira (15), e nenhum integrante da delegação falou oficialmente.

Após a partida de sábado (13), os jogadores tiveram uma programação mais leve no domingo (14). Os reservas realizaram atividades na academia, enquanto os titulares participaram de um trabalho regenerativo. A delegação ainda teve parte da tarde livre em Nova Jersey.

Nesta segunda-feira (16), o ambiente foi diferente. Além da ausência de entrevistas, havia expectativa pela participação de Neymar em um treinamento com bola no CT do New York Red Bulls, base da seleção durante a Copa. O camisa 10, porém, não apareceu no gramado no breve período que a imprensa pôde acompanhar o treinamento.

Na quarta-feira (17), completará um mês desde a última vez que Neymar entrou em campo. A última partida foi em 17 de maio, quando atuou como titular do Santos na derrota por 3 a 0 para o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o atacante sofreu uma lesão muscular na panturrilha que o tirou da Copa desde a preparação. Ainda não há previsão para o retorno aos jogos. A tendência é que também fique fora da partida contra o Haiti.

Outro destaque da atividade foi a ausência de Raphinha no aquecimento com o restante do grupo. O camisa 11 apresentou uma bolha no pé e, por precaução, limitou-se a caminhar ao redor do gramado durante o período inicial do treinamento.

Mudanças à vista

O técnico Carlo Ancelotti iniciou a preparação para o confronto de sexta-feira (19), às 21h30, diante do Haiti, na Filadélfia. Após a atuação abaixo do esperado na estreia, o treinador admitiu a possibilidade de promover mudanças na equipe titular.

A expectativa é de alterações em todos os setores, embora a definição dependa da evolução dos treinamentos ao longo da semana em Nova Jersey.

“Eu tenho que aproveitar o elenco e não fixar. Falei que a escalação inicial não era a que termina o jogo. Os jogadores que entraram fizeram um bom jogo. A equipe lutou até o último minuto, tenho bastante claro o que temos que melhorar”, afirmou Ancelotti.

O treinador também destacou que espera uma atuação mais próxima daquela apresentada nos amistosos de preparação contra Panamá e Egito.

“O que fizemos bem nos dois amistosos, no primeiro tempo (contra Marrocos) não saiu bem. Temos que seguir trabalhando para ter uma equipe mais equilibrada e mais agressiva na frente. Pode mudar, dependendo das características da equipe rival”, completou.

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