São Paulo - Depois de de conseguir uma dobradinha logo em sua primeira corrida na F-1, a Brawn GP irá demitir 270 dos seus 700 funcionários. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da escuderia britânica, Nick Fry. ''É desolador ter que fazer isso, mas agora somos uma equipe privada e as mudanças técnicas nos obrigam a tomar essa decisão.''
Com 430 funcionários, a Brawn voltará a ter um estafe semelhante ao de 2004, quando corria com o nome de BAR, antes de ser comprada pela Honda.
A montadora japonesa deixou a categoria no fim do ano passado devido à crise econômica mundial e à ausência de resultados expressivos, pondo em dúvida a continuidade do time para 2009.
Sem o mesmo suporte financeiro da Honda, a Brawn disputou o GP da Austrália com apenas dois patrocinadores estampados em seus carros: a empresa de vestuário e calçados Henri Lloyd e o conglomerado Virgin, que pode, aliás, dar nome à escuderia no futuro.
Com menos de um mês de vida e sem o mesmo poderio financeiro das principais equipes da F-1, a nova equipe estreou na categoria no domingo, com Jenson Button vencendo em Melbourne e Rubens Barrichello chegando na segunda colocação.
A dobradinha fez com que a Brawm conquistasse já na primeira etapa do Mundial-2009 mais pontos do que em toda temporada passada, quando era comandada pela Honda. Neste ano, já são 18 pontos, contra 14 de 2008.
Parabéns
A montadora japonesa Honda felicitou ontem o novo proprietário da escuderia, o britânico Ross Brawn, pela dobradinha obtida no Grande Prêmio da Austrália. ''Estamos felizes por ver que nossas equipes, com as quais trabalhamos até o fim da última temporada, conseguiram esta vitória em circunstâncias muito difíceis. Felicidades à equipe de Fórmula 1 Brawn'', afirma o texto da Honda.

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