A dispensa do atacante Aléssio pelo CAC/Portuguesa vai marcar o fim da carreira de um dos jogadores que mais tem a cara do Campeonato Paranaense e um dos que mais disputou o torneio. São 14 participações no Estadual - um título, pelo Londrina, em 92, um vice, pelo Paranavaí, em 2003, e muitas histórias.
O jogador foi informado ontem pela reportagem de que encabeçava a lista de dispensas do técnico Israel de Jesus. Ele disse que esperaria uma palavra oficial do presidente Amarildo Vieira Martins para decidir seu futuro, mas adiantou que não pretendia jogar mais. ''Jogar, agora, só no Iate'', disse, em tom de brincadeira, se referindo ao Iate Clube de Londrina.
Aléssio, assim como o zagueiro Roberto Macena e o volante Bahia, estavam insatisfeitos com o trabalho do treinador e essa insatisfação motivou as dispensas. O veterano não poupou críticas ao técnico. ''Tem jogadores que ele (Israel) trouxe que também estão insatisfeitos. Não somos só nós. Ele não é treinador de futebol. Só deu coletivo até agora. Nunca vi isso'', disparou Aléssio, ressaltando que estava na equipe para ''ajudar o presidente''.
O caso de Carreta é diferente. O jogador foi dispensado por indicisplina. Ele não gostou de ser substituído ainda no primeiro tempo diante do Coritiba e chamou Israel de picareta. ''Ele não gosta da gente por que fomos os únicos que batemos de frente com ele'', reclamou o atacante, que diz ter propostas de Marcílio Dias e Metropolitano, ambos de Santa Catarina. (T.M.)

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