São Paulo - O presidente do Real Madrid, Ramón Calderón, confirmou na tarde de ontem, em entrevista coletiva, sua renúncia do cargo após o escândalo da assembleia geral de sócios do dia 7 de dezembro. Calderón teria fraudado assembleia do clube para conseguir aprovar as contas do ano passado.
  Segundo o jornal ‘‘Marca’’, o dirigente infiltrou no pleito, realizado em dezembro, pessoas sem condições legais para votar.
  Os intrusos eram formados por sócios que não têm direito a voto, além de pessoas que sequer são ligadas ao Real. Calderón teria ainda desaparecido com petições de membros da oposição que tentaram tornar o pleito secreto, para preservar a identidade dos votantes.
  Calderón negou as acusações, dizendo ‘‘estou saindo com as mãos limpas, com a consciência limpa’’. Disse também que decidiu sair apesar de o conselho administrativo do clube ter pedido a sua permanência.
  O vice-presidente do clube, Vicente Boluda, ficará no cargo até o final nesta temporada, quando haverá nova eleição no clube.
  Em campo, o Real Madrid joga amanhã contra o Osasuna buscando reduzir a desvantagem de pontos (47 a 35) em relação ao líder Barcelona, que entra em campo hoje diante do Deportivo La Coruña, em seu estádio.

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