Após denúncia, Emanuel quer explicação da CBV
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quarta-feira, 19 de março de 2014
Demétrio Vecchioli<br>Agência Estado 
São Paulo - Ex-companheiro e amigo para a vida toda, Alison costuma se referir a Emanuel como "O Pelé do Vôlei de Praia". Não é para menos. Aos 40 anos, o veterano jogador coleciona três medalhas olímpicas - uma de cada cor - e é o maior campeão da história do vôlei de praia, tendo ultrapassado recentemente a marca de 150 títulos. O papel desempenhado por ele, porém, vai muito além das areias.
No ano passado, Emanuel foi eleito, por aclamação, o presidente da primeira Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). E, desde a alteração feita no estatuto no mês passado, tem direito a voto na Assembleia Geral da entidade, ganhando voz ativa nas ações do organismo.
No vôlei ainda não há esta organização, mas, no que depender de Emanuel, isso é só questão de tempo. Expoente da praia, ele mal chegou ao Brasil depois dos Jogos Sul-Americanos de Santiago, no Chile, e promete correr para ligar para Murilo, capitão da seleção masculina de vôlei e marido de Jaqueline, um dos principais nomes do time feminino do Brasil. A intenção da conversa: cobrar explicações de Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, recentemente efetivado presidente da CBV depois da renúncia de Ary Graça.
"A gente faz o nosso trabalho sem ninguém colocar em dúvida o trabalho de técnico, jogadores e o pessoal operacional. Essas notícias não podem tirar a noção de esporte de rendimento, não podem nos afetar. Limpar a casa demora um pouco. Peguei o telefone do Murilo para gente se unir", explicou o atleta paranaense, que complementou:
"O fato agora é querer que o nosso presidente se explique. A gente precisa ouvir o nosso presidente, o Toroca. Ele tem que se pronunciar, para que a gente fique mais tranquilo. O nosso presidente tem que indicar, para a gente, o que está acontecendo".


