Após decepção, vôlei de Londrina renasce na Superliga B
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sábado, 12 de janeiro de 2019
Ana Elisa Frings*<br>Estagiária 

Após ser chamada às pressas para ocupar a vaga deixada pelo Caramuru Vôlei, de Ponta Grossa, a equipe do Colégio Marcelino Champagnat/FEL/Londrina está finalizando os preparativos para estrear na Superliga B de vôlei feminino na próxima semana. A comissão técnica apresentou as jogadoras esta semana no Moringão. Em 21 de dezembro, o convite foi feito e em dois dias o técnico Ronivaldo Marques, o Fumaça, confirmou que assumiria a tarefa de organizar e preparar o time para a competição, que começa no próximo dia 19.
A participação do time de Londrina na competição foi viabilizada por recursos do Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos), da FEL (Fundação de Esportes de Londrina). O valor, porém, é apenas uma parte do necessário para a preparação e manutenção do time. Para Fumaça, não é só o recurso financeiro que importa neste momento. "Precisamos de parcerias, de apoio. Buscamos uma academia para complementar os treinos, um restaurante para oferecer as refeições às atletas e outros itens de apoio para o treinamento", listou o técnico.
A expectativa do treinador é levar adiante o trabalho de resgate dos times de base e retomar o vôlei na cidade. "Londrina vai ter voleibol no feminino, masculino e nas categorias de base. Esta é uma grande oportunidade", enfatizou Fumaça, que destacou que o objetivo é conseguir uma vaga na Superliga Nacional e continuar o trabalho em Londrina. "Queremos chamar a atenção para esse time, e ao mesmo tempo batalhar para mantê-lo e jogar o Campeonato Paranaense e os Jogos Abertos até o final de 2019." No ano passado, a equipe recém-criada pela ex-jogadora Elisângela Almeida conseguiu o acesso à elite ao ficar em segundo lugar na Superliga B, mas, alegando falta de apoio, em seguida mudou para Balneário Camboriú (SC).
Outro ponto importante, segundo o treinador, é que as jogadoras se sentiram motivadas a integrar o time. "Algumas já tinham recebido convite para jogar nos Estados Unidos e Finlândia, mas optaram por ficar em Londrina nesse novo projeto." Agora, o próximo incentivo esperado é a presença do público nos jogos em Londrina. "Os desafios vão ser crescentes nessa competição e o apoio da torcida vai fazer a diferença para nos dar força", convocou.
O primeiro jogo do time na Superliga B será no Moringão, no sábado (19), às 17 horas. A venda de ingressos está sendo feita no site https://eduzz.com/g/99126. O valor de R$ 25 dá direito a dois ingressos.
Elenco
As jogadoras têm idades bastante variadas e a média é de 26 anos. Três delas já foram convocadas para a seleção brasileira nas categorias iniciantes: Larissa Gonçalves de Amorim, 20 anos, Gabriela Fabiano, 24, e Carolina de Barros Pires, nascida em Apucarana. Aos 17 anos, ela já atuou por cinco anos em times de outras cidades e agora vai fazer sua estreia na Superliga. Ela está animada em poder voltar a jogar na cidade onde mora. "Acho que vai ser bom para mim poder atuar com colegas mais experientes nesse grupo. Elas são exemplos para nós. E Londrina merece ter um time forte", disse a jogadora.
Apaixonada por vôlei desde criança, assistia às partidas da seleção feminina na televisão e começou a jogar aos nove anos, no projeto do Colégio Marcelino Champagnat, apoiada e incentivada pela mãe. "Eu assistia à Fernanda Garay e à Jaqueline e queria ser como elas", contou. Após concluir o ensino médio, vai se dedicar exclusivamente aos treinos: "Vão ser mais intensos, na parte da manhã e à tarde". A levantadora pretende voltar aos estudos, mas ainda está avaliando qual carreira seguir. "Penso em fisioterapia, biologia e até dança. Mas a prioridade no momento é o vôlei."
* Com supervisão de Fábio Galão, editor de Esporte


