Devido à redução de R$ 40 mil na verba referente ao Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), a diretoria da Unopar/Sercomtel/Londrina teve que cortar 10% no valor dos salários dos jogadores e comissão técnica. A medida foi necessária uma vez que em 2009 o repasse para o handebol era de R$ 250 mil e neste ano o valor caiu para R$ 210 mil.
''Quando o projeto foi inscrito, criou-se uma expectativa de aumentar a verba para R$ 320 mil. Mas por causa da entrada de mais modalidades, nossa parte caiu para R$ 210 mil e começaram aí os problemas'', explicou o técnico Giancarlos Ramirez.
Segundo ele, além da redução na verba da Prefeitura, houve também o corte no chamado ''pacto'', que é uma espécie de ajuda de custo para o atleta que gira em torno de R$ 800. ''Agora não pode mais, pois qualquer valor recebido tem que constar em carteira. Isso foi com a comissão técnica e com os jogadores e reduziu um pouco mais'', justificou.
Segundo o técnico, a notícia deixou todo o elenco triste, mas disposto a vencer os problemas na raça. ''Se você disputa seis campeonatos e ganha cinco, ao invés de vir um aumento vem redução, isso desanima'', desabafou Ramirez.
A maior preocupação agora, segundo o treinador, é não comprometer a parceria com a Unopar, que é a grande patrocinadora da equipe. ''Eles estão fazendo a parte deles. Se não fosse a Unopar não tinha handebol em Londrina. Por isso é muito chato passar por uma situação dessas'', ponderou.
Segundo Ramirez, a alternativa para salvar o ano é a conquista de uma boa colocação no Mundial Interclubes, em maio, no Catar. ''Como o primeiro colocado leva US$ 400 mil, o segundo US$ 200 mil e o terceiro US$ 150 mil, um uma boa colocação resolve tudo até o final do ano'', completou.

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