Após corte de Iziane, basquete duela com França na 1 rodada
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Amanda Romanelli <br> Agência Estado 
Londres - Há uma semana, a seleção feminina de basquete vivia um momento de crise em plena reta final de preparação olímpica. Mas o corte de Iziane por indisciplina é considerado um problema do passado, embora a saída da ala da seleção tenha claras implicações técnicas na equipe que estreia em Londres neste sábado, às 16 horas (de Brasília), contra a França.
O técnico Luis Cláudio Tarallo, estreante em Jogos Olímpicos, treinava a equipe havia quase dois meses e admitiu que teria que fazer mudanças na forma de o time jogar após o corte da atleta. Além disso, o Brasil terá uma jogadora a menos no torneio, já que trocas só podem ser realizadas em caso comprovado de lesão. Karla deve ser a opção de Tarallo para o lugar que era de Iziane Com a jogadora, o Brasil ganha poder defensivo, mas perde referência ofensiva.
Durante a fase de preparação, que durou quase três meses, o Brasil enfrentou a França, mas não conseguiu vencer. O duelo, que terminou em 67 a 57 para as rivais, ocorreu justamente no dia em que Iziane foi cortada - naquela madrugada, a atleta foi flagrada com o namorado na concentração da equipe em Lille.
A armadora Adrianinha, única remanescente do grupo a ter conquistado uma medalha olímpica (foi bronze nos Jogos de Sydney, na Austrália, em 2000), e a pivô Erika, uma das melhores da posição na WNBA e no basquete europeu, têm a missão de liderar a equipe após o momento difícil. O Brasil vem de sua pior participação na história dos Jogos Olímpicos quando, em Pequim, ficou em 11.º lugar entre os 12 times na competição.



