Londres - Há uma semana, a seleção feminina de basquete vivia um momento de crise em plena reta final de preparação olímpica. Mas o corte de Iziane por indisciplina é considerado um problema do passado, embora a saída da ala da seleção tenha claras implicações técnicas na equipe que estreia em Londres neste sábado, às 16 horas (de Brasília), contra a França.
O técnico Luis Cláudio Tarallo, estreante em Jogos Olímpicos, treinava a equipe havia quase dois meses e admitiu que teria que fazer mudanças na forma de o time jogar após o corte da atleta. Além disso, o Brasil terá uma jogadora a menos no torneio, já que trocas só podem ser realizadas em caso comprovado de lesão. Karla deve ser a opção de Tarallo para o lugar que era de Iziane Com a jogadora, o Brasil ganha poder defensivo, mas perde referência ofensiva.
Durante a fase de preparação, que durou quase três meses, o Brasil enfrentou a França, mas não conseguiu vencer. O duelo, que terminou em 67 a 57 para as rivais, ocorreu justamente no dia em que Iziane foi cortada - naquela madrugada, a atleta foi flagrada com o namorado na concentração da equipe em Lille.
A armadora Adrianinha, única remanescente do grupo a ter conquistado uma medalha olímpica (foi bronze nos Jogos de Sydney, na Austrália, em 2000), e a pivô Erika, uma das melhores da posição na WNBA e no basquete europeu, têm a missão de liderar a equipe após o momento difícil. O Brasil vem de sua pior participação na história dos Jogos Olímpicos quando, em Pequim, ficou em 11.º lugar entre os 12 times na competição.

Imagem ilustrativa da imagem Após corte de Iziane, basquete duela com França na 1 rodada
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