Após confusão, oposição espera melhor tratamento no Santos
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Agência Estado 
São Paulo - No dia seguinte à confusão do Pacaembu, onde foi flagrado fazendo gestos e xingando a torcida do Corinthians, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, disse ter sido humilhado e ofendido durante o clássico do último domingo. Para alguns associados e conselheiros do clube que se opõem à atual administração, a declaração não deixou de ser irônica. Porque é exatamente assim que eles se sentem quando vão à Vila Belmiro em dias de jogos.
Existe uma truculência que não é de hoje no Santos. Eu mesmo tenho cadeira cativa e não vou ao estádio porque não me sinto seguro. Existe uma perseguição sistemática contra quem contesta o pre-sidente, afirma o ex-conselheiro Celso Leite, defenestrado da lista de aliados de Teixeira após se posicionar contra ações da diretoria.
A escalada da intolerância no clube começou a ser registrada na agressão a Emerson Leão após ter deixado o comando da equipe. O técnico foi agredido em setembro do ano passado, numa emboscada comandada por segurança que depois continuou trabalhando na Vila, no vestiário da equipe visitante.
No 7º Distrito Policial de Santos há Boletim de Ocorrência registrado pelo associado Orlando Rollo contra o assessor da presidência Alberto Francisco de Oliveira, conhecido como Alemão. Rollo alega ter sido agredido pelo dirigente fora do estádio antes da partida contra o Mirassol, em 29 de janeiro. Ele é um dos mais ferrenhos opositores de Teixeira. Abriu processo para que a diretoria apresente os documentos das contas do clube.
Isso tudo é feito para constranger as pessoas que são contra. Quem se posiciona desta forma é xingado nas sociais e hostilizado até por funcionários. Eu me afastei por algum tempo porque eu tenho tudo a perder. Eles não tem nada. Eles vivem do Santos, eu não, reclama Rollo. Outros dois conselheiros relataram histórias semelhantes, mas pediram para não ter o nome revelado.


