Após COI liberar russos, IAAF decide manter suspensão ao País
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terça-feira, 06 de março de 2018
Agência Estado 
Birmingham, Inglaterra - Uma semana depois de o COI (Comitê Olímpico Internacional) por fim à suspensão da Rússia, a IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (6) que vai manter a punição ao atletismo russo em razão dos casos de doping sistemático no esporte do País.
"O conselho da IAAF decidiu manter a suspensão à Federação Russa de Atletismo", declarou Rune Andersen, especialista médico da IAAF, em coletiva de imprensa realizada nesta terça. A decisão contrasta com a liberação dos russos, anunciada pelo COI, na quarta passada.
A suspensão está em vigor desde novembro de 2015, quando foi denunciado publicamente um esquema de doping institucionalizado no atletismo russo. O escândalo foi ampliado quando outra investigação apontou doping generalizado nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014. O esquema tinha o apoio e até a operação de funcionários do governo.
Como consequência, a Rússia foi impedida de competir no atletismo nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, no Mundial de Atletismo de Londres, do ano passado, e na Olimpíada de Inverno deste ano, em PyeongChang, na Coreia do Sul. Apesar disso, 168 atletas tiveram os históricos de exames avaliados e receberam convites para a disputa na Coreia do Sul, defendendo uma bandeira neutra.
Durante a disputa, foram constatados dois casos de doping entre os atletas russos que competiram sob bandeira neutra. Mesmo assim, o Comitê Olímpico Internacional decidiu encerrar a suspensão que existia sobre o esporte russo, que recuperou seus direitos olímpicos.
Na mesma entrevista coletiva, o presidente da IAAF, Sebastian Coe, afirmou que os russos poderão ser impedidos de competir sob bandeira neutra caso o País não apresente "uma evolução dramática" no controle antidoping no esporte.
"A não ser que seja feita uma evolução dramática, nós - e nós esperamos sinceramente que esta evolução aconteça - vamos reavaliar este status de competidores neutros em nossa reunião do conselho, marcada para julho, para que o conselho possa decidir sobre uma punição final, que pode ser a expulsão", ressaltou Coe.


