Após cinco anos, LEC estreará em casa
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terça-feira, 20 de abril de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Depois de cinco anos, o Londrina Esporte Clube iniciará sua caminhada na Série B do Campeonato Brasileiro jogando com o apoio da torcida. Desde 1998, quando a equipe perdeu em casa para o Remo, foram cinco estréias consecutivas em solo adversário, duas delas contra o Criciúma, atualmente na Série A. Neste ano, o Tubarão fará sua partida inaugural sexta-feira, às 20h30, contra o Avaí, no Estádio do Café.
Em 1999, empate sem gols com os catarinenses do Criciúma. No ano seguinte, diante do mesmo clube, derrota por 2 a 0, pelo Módulo Amarelo da Copa João Havelange. Em 2001, mais um empate, contra o Caxias, 1 a 1, gol de pênalti do meia Nem, que foi oficialmente descartado pela atual comissão técnica nesta semana. Em 2002, a primeira vitória em estréias desde o final da década de 90. Mesmo com um elenco limitado, e dirigido por Ivair Cenci, um treinador adepto de sistemas defensivistas, o Tubarão derrotou o Vila Nova, em Goiânia, com um gol isolado de falta do meia Joel. Ano passado, jogando na capital amazonense, derrota por 3 a 2 para o São Raimundo.
Isenta de qualquer responsabilidade de repetir performances dos anos anteriores, a equipe dirigida pelo ex-goleiro Raul Plassmann carregará a sombra da surpreendente campanha alviceleste em casa no ano passado. Em 12 jogos, todos realizados no Estádio do Café, o time, em boa parte comandado pelo pernambucano Roberto Fernandes, hoje na Anapolina, venceu oito, empatou três e perdeu apenas um, para o Remo. Os números representam um aproveitamento de 75% dos pontos disputados em casa.
Em 2002, temporada em que os jogos foram realizados no VGD, o Tubarão não conheceu derrota em seus domínios, apesar de chegar na última rodada dependendo de um empate com o Ceará jogo armado para escapar do rebaixamento para a Série C. Naquele ano, foram 12 partidas, com seis vitórias e seis empates, aproveitamento de 50% dos pontos.
Impasse O supervisor Antonio Nunes, o Lico, ainda aguarda uma definição sobre a contratação do meia Jackson, 27 anos, que tem contrato com o Guarani, de Palhoça, até o final do ano. Extra-oficialmente, o dirigente teria tudo acertado com o jogador, mas os dirigentes do clube catarinense estariam exigindo agora uma quantia em dinheiro para liberá-lo. Como o jogador foi um dos destaques do Campeonato Catarinense, outros clubes estariam assediando a diretoria do Guarani.
O técnico Raul Plassmann comanda hoje à tarde, no Café, o coletivo-apronto antes do jogo. O elenco retorna logo depois do almoço do Aguativa Resort, em Cornélio Procópio, local da inter-temporada.


