Londres - A trajetória de Yelena Isinbayeva é cheia de ineditismos. A bela e carismática russa, responsável por tornar um sucesso de público a acrobática prova do salto com vara, é a única mulher do mundo a ter superado a marca dos 5 metros. É também a única a ter batido tantos recordes mundiais - foram 28, entre competições indoor e ao ar livre. E pode ser tornar hoje, a partir das 15 horas (horário de Brasília), a primeira tricampeã olímpica da história da prova.
  Isinbayeva conquistou o ouro em Atenas/2004 e Pequim/2008 com uma superioridade indiscutível. Mas o ciclo olímpico que termina agora, em Londres, foi pontuado por mudanças, derrotas e incertezas. A primeira prova de que a russa havia deixado de ser imbatível veio em 2009 e se repetiu até 2011. Nestes três anos, ela perdeu três campeonatos mundiais, tirou um ano sabático e trocou de técnico, ao deixar o ucraniano Vitaly Petrov para voltar a trabalhar com o homem que a revelou, Yevgeny Trofimov.
  Depois do bicampeonato olímpico, todos apostavam que Isinbayeva conquistaria o tricampeonato mundial em Berlim. Mas a saltadora, de maneira irreconhecível, nem sequer conseguiu superar o sarrafo na final daquele campeonato de 2009. O título ficou para a polonesa Anna Rogowska, com modestos 4,75 metros. A chance de retornar ao pódio em um Mundial veio na disputa em pista coberta, no Catar, em março de 2010. Mas ela foi derrotada outra vez, pela brasileira Fabiana Murer. No ano seguinte, no Mundial de Daegu, mais uma vez Fabiana Murer, que não conseguiu chegar à final olímpica, derrotou a musa russa.
  Em 2012, Isinbayeva foi vista em ação em poucas oportunidades e conseguiu fazer bons resultados na temporada em pista coberta. Em fevereiro, encerrou um jejum de três anos na quebra de recordes mundiais, ao superar 5,01 metros no Meeting de Estocolmo, em pista coberta. Menos de um mês depois, retomou o título mundial indoor com o ouro em Istambul. (A.R./A.E.)

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