O técnico Vica teve a atenção chamada publicamente pelo presidente do Londrina, Peter Silva, viu seu auxiliar-técnico ser substituído por um membro da diretoria, ouviu rumores sobre um possível substituto Itamar Bernardes, rival de amanhã e foi duramente criticado por radialistas, que pediam sua cabeça. Tudo isso em apenas dois dias. Nada, porém, abalou o treinador que garante não estar magoado. ''Não existe mágoa. Tudo o que aconteceu é normal e faz parte no futebol'', garantiu.
Vica, no entanto, pediu trégua aos críticos. ''Só peço às pessoas que tenham coerência em tudo aquilo que falam. Não montamos o time com facilidade. Eu acompanhei de perto a dificuldade que foi em convencer jogadores a virem trabalhar no Londrina por um preço mais baixo'', disse. ''Não temos um time que está há um, dois anos formado, que dará espetáculo. Muitos dos treinadores do Paraná trazem os jogadores que já jogam juntos. A Adap está com o mesmo time há quantos anos? O próprio Itamar (Bernardes, técnico do Rio Branco) faz isso. E não está errado''.
O técnico também comentou a pressão da direção. ''A diretoria tem total liberdade para trocar quando não estiver satisfeita. Não tenho contrato com o clube'', disse.
Vica ainda garantiu que a presença do superintendente João Paulo Reeberg, o Pinheiro, como seu auxiliar, não o pressionou. ''Há mais de 20 dias ele vem fazendo esse trabalho. Mas a saída do Souza foi algo ruim, ele está me fazendo muita falta'', revelou.
Vice adorou a semana cheia para trabalhar no retiro. Ele qualificou como sendo o melhor período de trabalho desde que assumiu o clube, principalmente por ter todos os jogadores à disposição, mas ressaltou um em especial. ''A presença do Donizete inteiro, mostrando sua liderança, sua capacidade de trazer e motivar o grupo, foi muito importante. Não só ele, mas o Andrezinho e o Ronaldo (Marconato), que são mais rodados'', comentou. (T.M.)

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