A comerciante e estudante de desenho industrial Ana Maria Périgo, 41 anos, mãe de duas filhas, procurou o kick boxing para ''desestressar'' e alongar um pouco a musculatura. ''Sempre fiz exercícios, mas ultimamente tenho passado muito tempo sentada, estudando, e isso vem me dando dores nas costas e nas pernas'', relata.
Ela diz que escolheu a modalidade porque aprecia artes marciais e não gosta da ginástica convecional. ''Nos 15 anos em que fiz balé, sempre fui condicionada a um determinado tipo de música. E quando chego a uma academia e escuto aquela batida forte, com todo o pessoal dançando no mesmo ritmo, não me sinto bem'', afirma.
Ana Maria comentou que há tempo vinha procurando uma atividade diferente, pois, além do balé, já praticou tai chi chuan (arte meditativa originária da China), tênis e corrida. ''Espero me encontrar no kick boxing'', deseja ela. Contraste maior é o que enfrenta diariamente a secretária Juliana Fonseca, 24, que alterna aulas de kick boxing e de dança do ventre. Às segundas, quartas e sextas ela descarrega no ringue as tensões do dia-a-dia, enquanto às terças e quintas se requebra ao som de música árabe.
Juliana teve a curiosidade de conhecer o kick boxing porque seu irmão já treinava muay thai. ''Treino apenas para fazer uma atividade física, pois sei que o kick boxing queima bastante caloria'', assegura Juliana. Ela ainda diz que não pensa no chefe quando acerta em cheio o saco de areia nos treinamentos. (J.K.)

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