Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Os jogadores e a comissão técnica deixaram a cidade no último sábado, mas a operação desmonte da Seleção Brasileira em Foz do Iguaçu só deverá estar completa hoje, depois de 34 dias. Foi o recorde de permanência do grupo em um mesmo local.
Hoje deverá ser concluída a retirada de roupas e material de treino do Hotel Bourbon, trabalho iniciado na última sexta-feira. Dividida, a bagagem está seguindo para dois destinos: parte foi para Assunção (onde a Seleção disputou a final, ontem) e o restante foi para a Granja Comari, em Teresópolis (RJ), concentração da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De lá, vai para o México, onde o Brasil disputará a Copa das Confederações.
Na última sexta-feira, a comissão técnica se recusou a fornecer informações sobre o volume de bagagem da Seleção. Procurado pela Folha, o coordenador técnico, Marcos Moura Teixeira, disse que não passaria os dados porque, segundo ele, o jornal estaria querendo fazer comparações com as bagagens de viagens anteriores da Seleção.
Ao ser informado de que o objetivo era apenas mostrar o trabalho estrutural envolvendo uma viagem tão longa e envolvendo tantas pessoas, Moura - que é sobrinho do presidente da CBF, Ricardo Teixeira -, manteve a decisão. A Folha apurou que, entre outros materiais, foram trazidos quatro conjuntos completos de treino e jogo para cada atleta, além de 60 bolas, cones, minitravas e barreiras de treino. Apenas a rouparia da Seleção ocupou dois quartos do 10º andar do hotel.
Em Foz, a Seleção quebrou uma tradição e se concentrou em um hotel aberto a outros hóspedes. Segundo o gerente geral do Bourbon, Júlio Escandar, o único problema foi conter a tietagem.

mockup