Santos - As cicatrizes evidentes em um dos joelhos provam que nada foi fácil na então curta carreira do volante santista Alison, de 22 anos, espécie de "queridinho" da torcida e dos últimos treinadores da equipe.
O jogador que iniciou a última temporada valorizado por propostas e titularidade assegurada, agora só sonha convencer o técnico Dorival Júnior. E, para isso, precisará recomeçar praticamente do zero. "Respeito o momento de cada um, mas vou me preparar e me empenhar para em 2016 recuperar o tempo que perdi", explica.
O tempo perdido referido foi o reflexo direto de um traço marcante em seu estilo de jogo: a volúpia, que parece interminável. Uma disputa de bola no primeiro clássico com o São Paulo em 11 de fevereiro do último ano, pelo Campeonato Paulista, causou o terceiro rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho direito e acabou precocemente com a temporada que parecia promissora. "Tenho que melhorar nisso, dosar um pouco a minha vontade, mas é complicado porque quando entro em campo me transformo", confessa.
As outras duas lesões, em 2011 e 2012, aconteceram, também, em lances desafortunados quando pagou pelo excesso de vontade para virar o menino de confiança de Claudinei Oliveira, Oswaldo de Oliveira e Enderson Moreira.
E, de fato, foi. Com Claudinei, como terceiro principal nome nos desarmes do Brasileiro de 2013. No ano seguinte, liderou o quesito na Copa do Brasil, de acordo com o Footstats. Tudo isso, somados aos elogios públicos dos três e o carinho da torcida pela vontade demonstrada em campo que lhe renderam apelidos como "MMAlison" e "Pitbull".

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