Curitiba - O clássico Paratiba do próximo sábado, na Vila Capanema, vale muito para os dois rivais. O Coritiba, primeiro colocado na Série B, com 24 pontos, tenta disparar na liderança. Com o bônus de voltar a jogar na capital paranaense: em razão da punição da Justiça Desportiva pelo quebra-quebra no Couto Pereira no ano passado, o Coxa está disputando seus 10 primeiros jogos como mandante nesta Segundona em Joinville. O time não disputa jogos oficiais em Curitiba desde o final de abril, quando venceu o Cascavel, pela última rodada do octogonal decisivo do Campeonato Paranaense.
Já o Paraná Clube, com 19 pontos, é o quinto colocado na Série B, e um triunfo no clássico pode credenciá-lo a voltar ao G-4. Para o Coritiba, além da briga pelo acesso e da rivalidade histórica, o jogo contra o Paraná tem outra motivação: o Tricolor da Vila foi um dos três times que conseguiram vencer o Coxa neste ano, na primeira fase do Paranaense. Avaí (na Copa do Brasil) e Náutico (na Série B) foram os outros que conseguiram bater o Alviverde em 2010.
O técnico Ney Franco ressaltou esse sentimento de orgulho ferido, ao mencionar a derrota para o Paraná Clube logo após a vitória sobre o Vila Nova, na última sexta-feira. ''Na época da derrota, estávamos liderando o Paranaense com folga, mas tivemos um tropeço contra o Paraná. Isso tem que ser lembrado'', disse o treinador coxa-branca.
Este será o primeiro Paratiba na Série B do Brasileiro em mais de 18 anos. A última vez em que os dois rivais se enfrentaram na Segundona foi em 24 de maio de 1992, quando empataram em 1 a 1. A partida, válida pela segunda fase da Série B daquele ano, teve pouco suspense para as duas equipes: ambas já estavam garantidas na Primeira Divisão do ano seguinte, porque a CBF criou um regulamento em que 12 times subiriam para a elite em 1993. Tudo para salvar o Grêmio, que havia sido rebaixado em 1991.
O Coxa foi eliminado naquela fase. O Paraná avançou até a final, quando conquistou seu primeiro título da Série B, ao vencer o Vitória. O ex-jogador Saulo, maior ídolo da história do Tricolor, confessa que não se lembra bem dos dois Paratibas daquela fase (o anterior, disputado duas semanas antes, também terminou em 1 a 1), mas destaca que o momento dos dois times era outro.
''Paraná e Coritiba sempre fizeram grandes clássicos. Naquela ocasião, o Paraná tinha jogadores mais qualificados. Nossa equipe era muito bem montada. O Coritiba tinha mais dificuldades, pois estava com problemas financeiros. Mesmo assim, conseguiu empatar com o Paraná. Isso prova que clássico é clássico'', diz Saulo.

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