Após 18 anos, CBG terá novo comando em 2009
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de dezembro de 2008
Julio Cesar Lima<br>Equipe da Folha 
Depois de 18 anos sob o comando de Vicélia Ângela Florenzano, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) terá, a partir do ano que vem, um novo presidente. O nome sairá de uma eleição que será realizada hoje, em Curitiba. A disputa acontece entre Marco Antonio Martins, presidente da Federação Brasiliense de Ginástica, e Maria Luciene Cacho Resende, atual vice-presidente da CBG. O eleito será escolhido pelos votos dos presidentes das 18 federações que compõem a entidade.
O vencedor fica no cargo até o fim de 2012, ano dos Jogos Olímpicos de Londres. E terá pela frente o desafio de manter a popularidade e os bons resultados alcançados pelo esporte no Brasil ao longo da administração de Vicélia. Em 1991, quando assumiu a CBG, a atual presidente conviveu com problemas financeiros e uma falta de estrutura que comprometiam a formação e o desempenho de atletas. Mas conseguiu reorganizar a entidade, buscar patrocínios fortes e levar a seleção brasileira de ginástica artística a conquistas internacionais, com títulos individuais na Copa do Mundo e a classificação de atletas e equipes para finais olímpicas.
Em entrevista concedida por e-mail à FOLHA, Vicélia faz um balanço de seus cinco mandatos consecutivos à frente da CBG. Considero que a cada mandato a realidade se modificou e com isso ampliaram-se minhas pretensões. Fato é que muitas tarefas foram realizadas, das mais simples às mais complexas. Tivemos em diversas áreas melhoria, seja na quantidade, seja na qualidade. São resultados inquestionáveis que levaram o nosso País a se destacar e merecer respeito dos países que dominam a ginástica. Assim, olhando para a ginástica do Brasil, encontramos feitos importantes para avaliar que deixaremos um saldo positivo.


