Após 12 anos, Palmeiras é campeão paulista
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domingo, 04 de maio de 2008
Renan Cacioli e Toni Assis<br> Folhapress 
São Paulo - O Palmeiras voltou a sorrir. Ou melhor, a gritar ''é campeão''. E em grande estilo: com sua torcida como testemunha nas lotadas arquibancadas do Parque Antarctica, o estádio do clube. O 22º título estadual, que veio com o passeio sobre a Ponte Preta, por 5 a 0, chegou para fazer o Palmeiras renascer.
No gramado, jogadores correram em direção às arquibancadas para agradecer. Na arquibancada, torcedores se atiraram ao chão ao final do jogo. O time também puxou coro de ''é campeão'' no palanque montado atrás de um dos gols. A conquista de ontem quebrou um hiato sem conquistas de Campeonato Paulista desde 96. E chegou para o seu torcedor de forma incontestável.
''Esse título para mim recompensa a fé que tive em Deus e o trabalho feito pela comissão técnica para me recuperar'', disse o goleiro Marcos. Mas, diante do que o clube projeta para o futuro um time competitivo para brigar pelo Brasileiro e voltar à Libertadores, a volta olímpica ontem pode entrar na história do clube como um divisor de águas. A começar pela rivalidade com os grandes do Estado.
Desde a Libertadores de 99, vencida também no Parque Antarctica, o Palmeiras passou a ser um ser uma espécie de carta fora do baralho nos torneios em que participou. Os rivais Corinthians, São Paulo e Santos se alternaram ganhando os títulos mais importantes, enquanto até rebaixamento no Nacional surgiu no caminho do Palmeiras.
Ontem, a festa começou antes mesmo de a bola rolar, com a participação da torcida. Os dois gols anotados ainda no primeiro tempo - Ricardo Conceição contra e Alex Mineiro - anteciparam os gritos de campeão para o intervalo do jogo.
Os 45 minutos do segundo tempo foram uma espécie de aquecimento para a festa oficial. A euforia era tão grande que a torcida comemorava até as substituições de seus jogadores e as intervenções de seus defensores quando a Ponte Preta pressionava.
Após a frustrante eliminação da Copa do Brasil, ao ser goleado pelo Sport no meio de semana, o Paulista chegou para cumprir a meta de um título na sala de troféus no primeiro semestre em que o técnico Vanderlei Luxemburgo foi contratado novamente para tornar a fazer a equipe vencedora.
Para os jogadores, a festa foi o começo de uma retomada para fazer do Palmeiras novamente um time assíduo em frequentar finais. ''No ano passado fomos bastante criticados. Agora, com a chegada do Vanderlei e mudança de mentalidade, esperamos entrar para brigar para ganhar todas as competições em que entrar. Isso faltou no ano passado, mas agora estamos reconquistando nosso espaço'', disse o lateral-esquerdo Leandro.
Após a festa no vestiário, todo o elenco cumpriu a promessa de raspar a cabeça, feita caso o time ganhasse o título. Até os ''cabeludos'' Valdivia e Henrique tiveram que passar pela máquina.
EM SÃO PAULO
Palmeiras 5
Marcos (Diego Cavalieri); Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Martinez, Diego Souza e Valdivia; Kléber (Denílson) e Alex Mineiro (Lenny). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Ponte Preta 0
Aranha; Eduardo Arroz, João Paulo, César e Vicente; Deda, Ricardo Conceição, Elias (Giuliano) e Renato; Luis Ricardo e Leandro (Wanderley). Técnico: Sérgio Guedes
Árbitro: Cleber Wellington Abade
Estádio: Parque Antarctica
Renda: R$ 1.433.350,00
Público: 27.927 pagantes
Gols: Ricardo Conceição (contra) aos 19 e Alex Mineiro aos 33 minutos do 1º tempo; Valdivia aos 28 e Alex Mineiro aos 30 e 32 do 2º tempo
Expulsões: Diego Souza (PAL) e Deda (PP)


