Na Meia-Maratona do Rio, Mário Diniz relatou que foi grande a emoção ao ouvir os aplausos do público que fica em volta da pista. ''Achei fantástico competir num lugar aberto, onde a presença dos cadeirantes causa um grande impacto visual nas pessoas. Todo mundo fica batendo palma e torcendo para a gente. A energia que passam é incrível. Daí eu não poderia decepcioná-los, não é?'', contou.
Apesar da maratona ter tido apenas três cadeirantes, devido aos altos custos da viagem - e nenhum deles possui patrocínio -, o londrinense já faz planos para as próximas corridas de rua. ''Na Volta da Pampulha (em Belo Horizonte), em novembro, eu já estou certo'', antecipou.
Mário nem se importa com o fato de não ter apoio financeiro para correr. ''Pelo que tenho conversado, nenhum maratonista cadeirante no Brasil tem patrocínio. E como não há premiação em dinheiro para nós, fica pesado bancar as viagens e também o transporte das cadeiras - a de rodas e a de corrida''. Mas não passa pela sua cabeça desistir. ''Achei ótimo competir assim de forma alegre, sem a cobrança por resultados'', relatou. (J.K.)

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