Brasil sofreu sua terceira derrota consecutiva nesta Copa do Mundo. Primeiro foi o vexame dos 7 a 1. Depois, a melancólica derrota contra a Holanda por 3 a 0, sábado. E ontem, com a conquista da Alemanha na final contra a Argentina. Os gols de mais esta derrota foram muitos.
O primeiro, da estratégia. A Alemanha nos 7 a 1 explicou didaticamente a diferença entre um time taticamente moderno e outro pré-histórico. E a Argentina mostrou ontem que mesmo um time inferior pode equilibrar uma partida se entender como joga o adversário, anular suas virtudes e apresentar também suas armas.
O segundo gol foi estrutural. Há dez anos a Alemanha iniciou um trabalho de reconstrução de seu futebol, desde a base. No mesmo período, o Brasil acreditou que os cinco títulos conquistados seriam eternamente suficientes para que, em campo, o futebol brasileiro fosse hegemônico. O resumo disso está na frase de José Maria Marin antes da Copa, dizendo que "não temos" o que aprender lá fora.
O terceiro gol pode ser representado por alguns jogadores que estiveram nesta decisão. Schweinsteiger, por exemplo. Volante moderno, que desarma, arma e que não encontramos no futebol brasileiro, nem mesmo um brasileiro que jogue no exterior. Podemos formar jogadores assim em curto prazo?
A torcida derrotada de ontem é o quarto gol. Em que pese arruaças que argentinos mal-educados podem ter proporcionado pelo país e particularmente ontem (e há gente mal-educada em todo o mundo), o tipo de amor que eles demonstram pela sua seleção é algo impressionante. Resumindo: todos eles torcem pela camisa argentina como os brasileiros torcem apenas pelos seus times.
O placar indica 4 a 0, mas este jogo ainda não terminou. A virada, ou pelo menos o equilíbrio, é possível se o Brasil conseguir entender o que se passou por aqui e agir. O risco é isso não acontecer e a absurda tese da .pane de seis minutos. Virar verdade. Isso será o quinto gol contra.




Inaceitável Compreensível que na coletiva pós 7 a 1 Felipão alegasse "pane". Afinal, ainda estava nocauteado. Mas o que se passou nos dias seguintes foi inaceitável. A entrevista da comissão técnica inteira no dia seguinte reforçando a tese e depois da nova derrota contra a Holanda fazer o mesmo. Aí não dá para defender.
Esperança O Brasileirão com seus jogos faltosos e taticamente ruins voltam esta semana. A esperança é que os nossos .professores. tenham acompanhado situações táticas interessantes que foram vistas por aqui em um mês de futebol bem jogado. Que o .não exemplo . da Seleção seja um dos legados desta Copa do Mundo.
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