APITO INICIAL
CAMISA 12
PENSE EM OUTROS CENÁRIOS...
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
THIAGO SALATA<br>[email protected] 
Imaginemos que Héverton, o jogador que nunca teve seu nome tantas vezes falado ou escrito como na última semana, tivesse entrado em campo no empate que salvou a Lusa do rebaixamento.
Faz de conta que o ponto daquele 0 a 0 contra o Grêmio foi decisivo, e colocou o Flu na Série B de 2014. Mesmo que Héverton mal tenha encostado na bola e sua participação, a partir dos 32 minutos do segundo tempo, tenha sido mínima, a Portuguesa mereceria a queda por conta da escalação irregular.
Não é o caso. Não é .lei é lei., como gritam alguns (gritam por interesses, e gritariam diferente se o interesse fosse outro). Um mesmo erro pode ter consequências totalmente distintas. Um atleta escalado de forma irregular pode fazer um gol do título. Como pode não ter influência alguma no resultado de um campeonato, como é o caso a ser julgado hoje pelo STJD. As penas não podem ser iguais, por mais que a Lusa, ficando comprovada a sua falha, mereça ser punida.
A punição, no entanto, tem de ser proporcional ao erro. Erro pequeno, punição pequena. Fosse .lei é lei., não seriam necessários advogados e juízes para interpretá-las, analisar contextos e outras coisas mais.
Que a Portuguesa seja multada, ou perca o ponto que conquistou contra o Grêmio. Rebaixá-la é desmoralizar (mais) a competição. É salvar quem foi rebaixado no campo.
Ao torcedor do Flu, que pede o rebaixamento da Lusa, uma pergunta: você teria a mesma opinião se o Tricolor tivesse acabado o campeonato em 12o-lugar, com um atleta escalado de forma irregular nos minutos finais de uma rodada .amistosa.?



