Imagem ilustrativa da imagem APITO INICIAL<br>CAMISA 12<br> MOMENTO-CHAVE PARA O MMA NO BRASIL




Tão logo Anderson Silva sofreu a terrível contusão na luta deste sábado, contra o americano Chris Weidman, e o velho debate foi retomado em redes sociais. Nem mesmo o choque causado pela cena acanhou fãs de MMA e pessoas que não têm o mesmo gosto, que se digladiaram na internet, como sempre, ao término do evento. Mas o fato é que o problema sofrido pelo Spider, decerto,mudar á o rumo da modalidade no país.
Não em termos de como o esporte é visto. Não se engane: quem gosta de MMA não deixará de assistir às lutas pelo espanto que a imagem causou. Mas, sim, sob o prisma do apelo. Não é novidade para ninguém que o brasileiro em geral gosta de vencer. Não é a cultura esportiva que faz com que o país pare para acompanhar alguma competição - exceção ao futebol.
E uma possível aposentadoria de Anderson Silva coloca o Brasil um pouco mais distante de ter um ídolo neste esporte. De ter uma referência vitoriosa e que seja também capaz de manter a audiência que o MMA tem dado hoje em dia.
Vitor Belfort, apesar de ser bem conhecido, não tem o apelo do ex-campeão. Pesa contra também a sua idade. Aos 36 anos, não será tão longevo para assumir este posto caso seja campeão. Junior Cigano esgotou as suas chances de título na trilogia contra Cain Velásquez. José Aldo, dono do cinturão dos penas, não é tão carismático quanto os citados.
A recuperação de Anderson Silva, deste modo, torna-se ainda mais importante. Caso ele decida por deixar o octógono, é muito provável que o grupo dos que não gostam do esporte se torne cada vez a maioria nas discussões pós-eventos.
O colunista Benjamin Back está em férias




Toques Por um lado... Estive na Sérvia para a cobertura do Mundial Feminino de Handebol. É gratificante ver um grupo comprometido e de talento enfim conseguir um resultado de expressão no cenário internacional. Após baterem na trave duas vezes, as meninas conseguiram quebrar a barreira que faltava para chegar às conquistas. ... Por outro Mas, desde já, é preciso cobrar a CBHb para que o trabalho não só tenha continuidade, como também seja aperfeiçoado. Morten Soubak, técnico da equipe, foi cirúrgico ao dizer que não há uma renovação à vista para este time, cuja a maioria das jogadoras atingirá a parte final de suas carreiras nos Jogos do Rio-2016. Recursos para que o desenvolvimento de novas atletas seja feito, não falta. Que o Mundial não sirva para esconder essa deficiência no trabalho.,
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