O calendário masoquista do futebol brasileiro não é nemo velho Julianonemo atual Gregoriano. Ele tem (anti)vida própria, é o velho teixeiriano agora chancelado pelo mariniano. É um calendário que coloca no papel o velho complexo de vira-latas cunhado por Nelson Rodrigues Com a bênção de uma cartolagem preocupada tão-somente com "cartolar", tricotar os infames tecidos do conchavo do poder, impede nossos clubes de exercerem uma vocação nata do futebol de excelência: mostrar-se ao mundo. Se com a Seleção ganhamos o mundo foi porque na manjedoura dos clubes nascem os craques. E esses mesmos clubes exercem um sacerdócio em nome das federações e perdem a oportunidade de se internacionalizarem, igorando sua natureza.
Esta semana Santos e São Paulo desembarcam na Europa para algo que no passado os glorificou. Um, em cumprimento a acordo pela venda de Neymar, e o outro a fim de disputar torneios-amistosos contra gigantes do porte de Bayern Benfica e Milan. Nos tempos de Pelé, o Peixe excursionava e se afamava. Nos anos 90, o Tricolor jogou torneios como os espanhóis Ramón de Carranza e Teresa Herrera contra as potências Real Madrid e Barcelona. Para revisitar essas glórias tiveram que ajoelhar-se para a rainha CBF e conseguir adiamentos de jogos da mais importante competição local.
No futebol mundializado,os nossos grandes clubes, sujeitos ao tal calendário .beija-mão. jogam meses de estaduais, com maratonas irracionais, sem tempo para excursionar. Quando acabará a submissão?

Imagem ilustrativa da imagem APITO INICIAL<br> CALENDÁRIO PARA CARTOLAGEM VER E VIRA-LATAS APLAUDIREM
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