APITO INICIAL
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de junho de 2014
EDUARDO TIRONI<br>[email protected] 
Quando Cüneyt Çakir apitou pela última vez no Brasil 0 x 0 México ficou claro para a maioria que a Seleção havia piorado seu desempenho com relação à estreia contra a Croácia. Mesmo colocando na conta a excelente atuação do goleiro Ochoa. A exceção foi a comissão técnica, que entendeu ter havido evolução. Os dias e os jogos que ocorreram na sequência colocaram a atuação brasileira em perspectiva e... a Seleção .melhorou.. Calma, na minha análise a atuação contra o México segue sendo pior do que a estreia contra a Croácia. Mas o Brasil não está numa competição solitária como uma maratona em uma esteira. É necessário também analisar como os outros competidores estão se comportando para se ter uma ideia melhor sobre até onde é possível chegar com o que estamos jogando. E ainda é necessário colocar na conta toda a imprevisibilidade do futebol.
O México não é uma seleção fraca e é mais forte do que o Irã. E a Argentina suou sangue e precisou de um lance do gênio Messi para não tropeçar nos asiáticos. A Itália foi engolida pela Costa Rica depois de boa estreia contra a Inglaterra, que já se despediu. Vai fazer jogo de vida ou morte contra outro peso-pesado, o Uruguai. Um dos dois vai cair. A Holanda espantou o mundo ao estraçalhar a campeã do mundo Espanha na estreia. Mas caiu de produção e ganhou apertado da Austrália que, justiça seja feita, fez ótimo jogo. E a Alemanha? Depois da arrasadora estreia contra Portugal, empatou com Gana. Aqui vale uma observação: são os melhores africanos desta Copa e a turma de Özil & Cia. Fez um jogo corajoso do começo ao fim. Mas não venceu. A exceção é a França, com dois bons jogos e Benzema inspiradíssimo. A Seleção tem jogado uma bola que inspire acreditar que o hexa virá? Para mim, não. Entre os grandes, ao lado da Argentina, é quem tem jogado da maneira mais conservadora e travada. Taticamente, alguns rivais parecem ter muito mais alternativas. Mas como resultado, por enquanto, tudo muito parecido. Hoje, em Brasília, tem Camarões, rival fragilíssimo e já desclassificado. Tem de ser a hora para o Brasil vencer bem, tirar a pressão dos jogadores e começar a impressionar os rivais.


