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segunda-feira, 03 de março de 2014
EDUARDO TIRONI<br>e [email protected] 
O esporte dito olímpico brasileiro foi sacudido por duas notícias importantes durante a semana. A primeira delas, na Confederação Brasileira de vôlei. Reportagem de Lucio de Castro, da ESPN Brasil, revelou que havia um intermediário na relação entre CBV e Banco do Brasil, que faturaria cerca de R$ 10 milhões de todo o montante repassado pelo banco à confederação.
A informação derrubou o superintendente geral da CBV e dono da empresa de marketing esportivo SMP, Marcos Pina.
No dia seguinte, saiu a notícia de que Maurren Maggi, medalhista de ouro em Pequim-2008, está fazendo uma vaquinha via internet para arrecadar fundos que possam bancar seus treinamentos visando os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro.
O que espanta nestas duas informações: como uma medalhista olímpica tem dificuldade de arrumar patrocínio no Brasil, mesmo que a próxima Olimpíada seja em nosso quintal? E como são frágeis os mecanismos de fiscalização do dinheiro destinado aos esportes olímpicos.
Paralelamente a isso, Gustavo Kuerten deu uma entrevista a este LANCE!, na edição da última sexta-feira, falando das dificuldades das relações com o Comitê Olímpico Brasileiro.
Até o meio deste ano, o foco ser á todo em cima da Copa do Mundo. Depois, acordaremos para o que vem acontecendo em nosso esporte olímpico. Mas alguns indícios já estão pipocando desde já. Imagine na Olimpíada!



