Por vezes, o universo do esporte profissional pode ser danoso para uma mente que não está preparada para amudança no estilo de vida. O fim do anonimato e a adesão ao estrelato podem ser danosos para quem, de repente, passa a ser conhecido por milhões de pessoas. Como Dennis Rodman.
Aos 52 anos de idade, o ex-ala-pivô passou por Detroit Pistons, San Antonio Spurs, Los Angeles Lakers e Dallas Mavericks na NBA. Mas marcou época jogando ao lado de Michael Jordan no Chicago Bulls. Em sua trajetória na liga profissional americana, foi cinco vezes campeão e duas vezes All-Star.
Dentro das quadras, Rodman era conhecido por sua capacidade na marcação e na coleta dos rebotes. Mesmo baixo para a posição, foi duas vezes eleito o melhor defensor da temporada e integrou sete vezes a seleção defensiva da NBA. Em sua carreira, teve média de apenas 2,8 pontos, mas 14,3 rebotes em pouco mais de 32 minutos por jogo.
Porém, fora delas, os piercings, as tatuagens, as cores exóticas no cabelo e os relacionamentos com estrelas
envolviam um personagem que claramente teve dificuldades em lidar com a exposição nas quadras.
No ano passado, Rodman voltou às manchetes pela inusitada amizade com Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte e inimigo público dos Estados Unidos. O ídolo do Bulls, inclusive, virou técnico da seleção local.
Agora, de volta ao país natal, Rodman se internou em uma clínica para tratar o seu vício em álcool.
Por vezes, durante a formação do atleta, se esquece de formar a pessoa. O desenvolvimento de fundamentos é tão importante quanto o desenvolvimento humano. Rodman é mais um a deixar essa lição.

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| Foto: AFP
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