APITO INICIAL
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de julho de 2013
BENJAMIN BACK<br>benja@ lancenet.com. br 
As frases são sempre as mesmas: "O time no papel não é tão ruim assim"; "Ainda é cedo e tem muito campeonato pela frente"; "A solução é trabalhar"; "Time grande não cai"; "Na hora que emplacar duas ou três vitórias tudo volta ao normal"; "Existem equipes bem piores". Aí começam a aparecer os primeiros sintomas: achar que o treinador é sempre o culpado, ter um time considerado muito bom no papel e um horror na prática, ambiente pesado, problemas extracampo, torcida revoltada, política do clube pegando fogo e bastidores em chamas.
Sim, já vimos esse filme antes e podemos assisti-lo novamente esse ano. Afinal, o São Paulo pegou os roteiros de Corinthians e Palmeiras e parece querer também interpretá-lo da melhor maneira possível. Para termos uma noção do que ainda pode pintar pela frente, o Tricolor, em nove partidas disputadas nesse Brasileirão, já perdeu cinco. Seu saldo de gols é negativo e nem o fator casa tem ajudado.
E não há mal que venha sozinho. Como se não bastasse o time estar absolutamente desnorteado em campo, o psicológico e o azar também são ingredientes indispensáveis nesses momentos. No primeiro gol do Luan, por exemplo, o São Paulo estava melhor que o Cruzeiro. Aloísio perdeu um gol absolutamente incrível. Rodrigo Caio falha em todos os jogos. Ver o Jadson usar a camisa 10 do São Paulo é uma blasfêmia. Ganso toca a bola para lá, para cá, para lá, para cá e nada. Luis Fabiano está morto. A defesa então...
Meu Deus! Se ficar apenas com esse papo furado de que o "negócio é trabalhar" e "ainda é cedo", o São Paulo tem boas chances de estar na Série B em 2014. Atitude, Juvenal!



