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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
BENJAMIN BACK<br>benja@ lancenet.com. br 
Frequento estádios desde os meus 5 anos de idade, e hoje, aos 43, pai de dois meninos, um de 10 e outro de 3, sinto um prazer muito grande quando posso levá-los junto comigo a um jogo de futebol diga-se de passagem, um
programa que sempre sonhei emfazer quando justamente tivesse os
meus filhos. Consegui, inclusive, levar meu mais velho para o Japão e posso afirmar com toda convicção do mundo foi uma das maiores emoções que senti na vida, uma experiência única.
Mas, após essa tragédia na Bolívia, tentei me colocar no lugar dos pais deste menino de apenas 14 anos que saiu de casa para ver seu time jogar e não voltou mais. Detalhe: não consegui. Senti uma enorme tristeza, revolta e indignação.
Logo, minha opinião sobre a punição imposta ao Corinthians, meu time e dos meus filhos, será dada única e exclusivamente como pai. Sendo assim, se essa pena servir como um divisor de águas e um basta na violência, sou favorável, sim, a
que o Corinthians jogue sem a presença de sua torcida nesta Libertadores, por mais que o clube esteja isento de culpa no episódio.
Talvez uma pena tão dura como essa alerte não apenas a torcida do Corinthians, como todas as outras. E como bem disse o escritor Marcelo Rubens Paiva: "A generalização é a arma dos estúpidos para alimentar o ódio". Ou seja, não se pode rotular o torcedor corintiano disso ou daquilo, muito pelo contrário, vide a linda
festa que a Fiel fez no Japão. Porém, se for realmente para as coisas mudarem,
que isso possa servir de exemplo, afinal, não podemos deixar que essa morte se torne apenas mais um número na estatística.
Chega de campanhas demagógicas, de jogadores entrando em campo com faixas pedindo paz, de blá blá blá... É preciso agir, tomar atitudes duras, mesmo que a maioria formada pelos bons tenha de pagar pela minoria composta pelos maus.


