Pode parecer que o título dado a esta coluna é uma loucura, mas não é. Os esvaziados campeonatos estaduais começam a ser disputados nesta semana e com eles voltam também os questionamentos sobre as fórmulas de disputa. Jogo-treino durante a pré-temporada dos clubes é comum e a partir de agora eles só ganharão um caráter oficial. O uniforme de jogo entrará em cena e a partida ser á aberta ao público, coisa que não acontece durante a preparação.
No Paulistão, por exemplo, três dos quatro principais clubes estarão com a cabeça voltada para a Copa Libertadores. O São Paulo vai usar força máxima na estréia contra o Mirassol, afinal quatro dias depois estará em campo para uma decisão importante. O Tricolor vai enfrentar o Bolívar para se garantir na fase de grupos da competição sul-americana. Como resultado, disputará várias rodadas com uma equipe recheada de reservas.
Os titulares do Corinthians se reapresentam das férias somente hoje. Assim, Tite também só os terá em condições lá na frente, após várias rodadas disputadas. E quando forem a campo, será para testá-los de olho no bicampeonato da Libertadores, prioridade absoluta.

Com primeira fase interminável, o Paulistão é a segunda competição dos principais clubes



As primeiras 19 rodadas do estadual paulista não valem absolutamente nada. O regulamento sequer prevê uma mísera vantagem além do "espetacular" mando de campo na disputa do jogo único nas quartas e eventualmente nas semifinais.
Como escreveu João Carlos Assumpção, em seu blog no LANCE! Net, Corinthians, São Paulo e Santos já se movem para mudar a estrutura atual do torneio, mas já contam com a resistência do atual comando da Federação Paulista.
O Rio de Janeiro é outro estado que vê o seu campeonato local cada vez mais sem força. E, para piorar, a federação resolveu aumentar o valor dos ingressos na tentativa de "atrair" mais público.

Benjamin Back, que escreve neste espaço às segundas, está em férias e volta dia 21/1.



Dois toques


Efeito Lucas Lucas é tratado como o menino dos olhos do Paris Saint-Germain e também pelo técnico Carlo Ancelotti. Além disso, a mídia brasileira deu, corretamente, enorme importância ao primeiro jogo oficial dele pelo clube francês na última sexta-feira. É cedo para cravar, mas Lucas tem tudo encaminhado para estourar com a camisa do PSG e a prova do carisma conquistado por ele é ver os torcedores rivais do São Paulo atentos e ansiosos por uma boa exibição do atacante nos gramados europeus

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Efeito queda A imagem captada de Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo no jogo-treino do Palmeiras, na Academia de Futebol, (veja a foto nesta edição) evidencia o fim de um mandato catastrófico da dupla. Esta é só mais uma das bizarrices que marcaram a gestão. Quem se aproveita de tal desrespeito com a instituição são os torcedores rivais. A cada semana eles ganham um motivo para zombarem. Já os alviverdes, torcem para que a eleição do próximo dia 21 chegue o quanto antes

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