Relatório devastador da Controladoria Geral da União, divulgado na semana que passou, reforçou o que vem sendo revelado pelo jornalista Lucio de Castro sobre a Confederação Brasileira de Vôlei.
Em seguida, o Banco do Brasil anunciou a suspensão do patrocínio à entidade.
Depois da bolha financeira surgida com as negociações individuais dos contratos de TV, os clubes de futebol imaginaram ter entrado em uma era de prosperidade eterna.
Gastaram o que tinham e o que não tinham. Resultado: a maioria vai iniciar 2015 sem muito dinheiro para investir. Vários são os clubes grandes que passaram a maior parte da temporada sem patrocínio master na camisa. Exceção foram aqueles patrocinados pela Caixa Econômica Federal. Imagino o que será do futebol quando ela também resolver tirar o time de campo.
No futebol, o Bom Senso F. C. entrou em campo nos últimos dois anos, ameaçou greve e protestou antes de partidas do Brasileirão. No vôlei, alguns atletas e treinadores pesos-pesados da modalidade têm se manifestado. No fim de semana, jogadores entraram em quadra com nariz de palhaço.
O vôlei, sinônimo de organização profissional, pode trilhar o mesmo caminho do futebol no futuro: fuga de investimentos, clubes cada vez mais pobres e federações e confederação casa vez mais ricas, jogadores desempregados e executivos nadando em dinheiro. Com um agravante: o vôlei não tem o apelo que o futebol tem.
Incrivelmente, a força do futebol faz com que ele de uma forma ou outra consiga dar a volta por cima, atraindo outro tipo de dinheiro, algumas vezes suspeitos inclusive. O vôlei terá que limpar suas estruturas rapidamente para não entrar em rota descendente.
Mas a verdade é que as mazelas tanto de uma modalidade quanto de outra indicam que profissionalismo, seriedade e transparência são mais do que necessários no esporte hoje em dia. Nem toda empresa está disposta a soltar uma montanha de dinheiro se não souber bem onde está investindo.

Imagem ilustrativa da imagem APITO INICIAL - CAMISA 12 - Vôlei no caminho do futebol?
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