APITO INICIAL - A VITÓRIA DO TIME
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de março de 2014
EDUARDO TIRONI<br>e [email protected] 
Um time tem o centroavante da Seleção Brasileira, tem um talentoso meia argentino recontratado a peso de ouro, tem um gordinho habilidoso que foi uma das sensações do ano passado e um goleiro que ainda sonha ir para a Copa do Mundo. O outro time tem um meia talentoso, mas com fama de preguiçoso, um centroavante oportunista, outro que rodou por aí sem grande sucesso, um volante argentino pegador e uma dupla de zaga regular.
Se futebol fosse decidido apenas pelo talento, o Fluminense estaria na final do Campeonato Carioca. Mas quem enfrentará o Flamengo será o Vasco.
A explicação para isso é que o Flu tem jogadores melhores,mas o Vasco tem mais time, o que ficou claro nas propostas de jogo de um e outro ontem no Maracanã. O Tricolor dependia de uma bola que chegasse a Fred, de uma jogada de Conca ou um lampejo de Walter. O Vasco trabalhava a bola, marcava na frente com três atacantes, dava liberdade para Douglas orquestrar o time com a companhia de Pedro Ken, enquanto Guiñazú protegia a zaga como podia.
Em frente aos bancos de reservas, um Adilson Batista encharcado contra um Renato Gaúcho bem mais comedido. O treinador vascaíno parecia estar suando todo o trabalho da semana, enquanto o treinador do Flu parecia confiar no talento individual maior de seus comandados. Uma pena que apenas 15.596 pessoas puderam assistir à semifinal do murcho Campeonato Carioca. Porque só elas puderam presenciar in loco a vitória do trabalho e da organiza ção tática contra o talento unicamente.
Os últimos trabalhos de Adilson Batista foram decepcionantes. Mas este ano ele tem acertado bastante no comando do Vasco.



