São Paulo - Apesar de o Paris Saint-Germain ser o maior gastador da Europa, a montanha de capital injetada ainda não se traduziu em títulos e chegou a fazer Leonardo balançar. Primeiro comprou briga com a torcida ao demitir o ex-técnico Antoine Koumbouaré, que defendeu o clube entre 1990 e 1995 e gozava de enorme prestígio com os parisienses. Para piorar, as promessas de montar um esquadrão logo de cara falharam e embora alguns bons atletas tenham chegado, os principais nomes prometidos como Alexandre Pato, Carlitos Tevez e David Beckham não acertaram.
Dentro de campo, mais decepção. Na primeira temporada como ''novo rico'', o time ficou em segundo no Campeonato Francês, perdendo o troféu para o modesto Montpellier. Na Liga Europa, situação ainda pior: foi desclassificado na primeira fase pelo Red Bull Salzburg, da Áustria. A falta de conquistas gerou boatos de que Leonardo deixaria o clube, informação rebatida por Al-Khelaifi. ''Ele é parte importante do nosso projeto e está fazendo um trabalho excelente''.
Fortalecido, foi novamente às compras e começou a mostrar sua forte rede de contatos para as grandes transferências. Trabalhou intensamente, sempre discreto e incisivo e adquiriu peças que, se entrosadas, devem finalmente cumprir a meta de colocar a equipe na rota dos títulos. Caso a projeção se cumpra, Leonardo terá papel fundamental no feito graças à habilidade de negociar e convencer jogadores de prestígio mundial a embarcar no audacioso projeto do Paris Saint-Germain. (F.F./A.E.)

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