São Paulo - O futuro de Diego Souza no Palmeiras virou um enigma. A Portuguesa flerta com o meia. E Émerson Leão já disse que gostaria de vê-lo com a camisa do São Paulo. O problema é que no próprio Palmeiras são enormes as restrições ao atleta. Boa parte da torcida e um número considerável de conselheiros gostariam de vê-lo bem longe do Parque Antártica.
Mas o próprio Diego não vai desistir tão facilmente de seu clube. E ainda conta com o apoio do técnico Candinho. ''Jamais fui pressionado a tirar o Diego da equipe. Só sinto má vontade do torcedor com ele. Por isso resolvi preservá-lo, principalmente nos jogos no Parque Antártica. Mas reconheço o seu potencial e sei que ele terá um grande futuro no futebol. Se não for aqui, será em outro clube'', diz o técnico.
Mesmo com a chegada de Juninho Paulista, que deve formar a dupla de meias com Pedrinho, Candinho não desistirá da recuperação de Diego. O técnico já começou a conversar com o meia. Citou os exemplos de Grafite e de Diego Tardelli, que tinham o mesmo tipo de problema no São Paulo e deram a volta por cima.
O próprio meia já percebeu que está em xeque no Palmeiras. O jogador está tentando se manter longe das polêmicas. Ontem, após o treinamento físico realizado à tarde, em Itu, ele estava entre os votados para as entrevistas, mas não falou. De acordo com a assessoria de imprensa, Diego foi aconselhado pela diretoria a ficar quieto.
Apesar do silêncio, o meia deve estar entre os titulares no jogo de domingo, contra o Rio Branco, em Americana. A expectativa de Candinho é de que ele jogue muito melhor do que no jogo contra a Ponte Preta.
O técnico também não pretende poupar nenhum titular nessa partida. Ele mesmo diz que já tem muito jogador importante fora da equipe. Magrão, Pedrinho, Osmar e Ricardinho, recuperando-se de contusões.

mockup