Apesar de crise, Blatter deve seguir na Fifa
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sábado, 14 de maio de 2011
Folhapress 
São Paulo - As acusações de corrupção na Fifa não afetaram a campanha à reeleição do presidente Joseph Blatter. Pelo contrário, a extensão do escândalo ocorre juntamente com o crescimento do apoio ao dirigente para a votação, que será 1º de junho.
Durante a última semana, a Confederação da Oceania de Futebol referendou o nome do dirigente. É a terceira entidade continental que fica do lado do cartola - América do Sul e Europa também prometeram votar pela sua permanência.
A decisão da Oceania ocorreu alguns dias após políticos e jornalistas ingleses lançarem nova rodada de acusações contra membros do Comitê Executivo da Fifa.
Até agora, oito deles são alvos de denúncia de tentarem negociar seus votos na eleição para as sedes das Copas de 2018 e 2022.
''A OFC confirmou o seu apoio à reeleição de Blatter, citando várias medidas que tomou de impacto na região'', disse nota da entidade, que tem 11 votos.
Dias atrás, a cúpula da União Europeia de Federações de Futebol (Uefa) recomendou a seus 53 filiados que votem em Blatter.
O presidente pretende apoiar Michel Platini, da Uefa, para sucedê-lo em 2015.
No início do mês, o presidente da Fifa ainda fez as pazes com Ricardo Teixeira, da CBF, e seus aliados na Conmebol. Com isso, deve ter assegurado mais 10 votos.
Pelos acordos, já teria 74 dos 208 votos. Ainda há três confederações em aberto: asiática, africana e das Américas Central e do Norte, esta última próxima a Blatter.
O concorrente Mohammed Bin Hamman, do Qatar, tenta barrar o rival com críticas aos danos à imagem da Fifa causados pelo escândalo. ''Uma nova atmosfera precisa chegar à Fifa. É preciso ter uma oportunidade para novas ideias'', atacou.


